Entrada da Apple em pacotes ameaça mundo de 500 canais

Nova York - Após anos reclamando de ter que pagar por canais de TV pouco conhecidos que nunca assistem, talvez os consumidores finalmente estejam conseguindo o que querem.



A palavra de ordem no setor é “pacote magro”, ou serviços web oferecidos por provedores como a Dish Network Corp. e a Apple Inc. que contêm apenas alguns canais populares a um preço mais baixo.

Os pacotes enxutos estão colocando pressão sobre os programadores que contavam com o universo de TV paga com 500 canais para transmitir as redes de nicho menos populares.

A Apple pretende iniciar um serviço on-line neste ano com cerca de 25 canais, de acordo com fontes do setor.

O Sling TV, da Dish, foi lançado em fevereiro e oferece cerca de 20 canais por US$ 20 por mês. As empresas de TV a cabo estão promovendo pacotes pequenos com acesso à internet, aos canais locais e ao HBO por apenas US$ 40 mensais durante o primeiro ano para evitar a fuga de clientes.

“Os consumidores querem preços mais baixos”, disse Jason Hirschhorn, CEO do boletim de mídia REDEF, na segunda-feira na Bloomberg TV. “Isso implica que os pacotes sejam menores e, no fim das contas, isso acaba pressionando” os produtores de conteúdo, como a Viacom Inc. e a Discovery Communications Inc. Essas empresas têm “conjuntos de canais e talvez você não assista a uma porção deles”, disse ele.

Durante anos, os programadores de televisão emparelharam os canais mais fracos com os mais fortes, a fim de promover novos programas e aumentar a receita. Um lar americano médio recebe 189 canais de TV, mas só assiste a 17, de acordo com um relatório publicado pela Nielsen no ano passado.

‘Pacotes flexíveis’

“A Viacom trabalha de perto com os distribuidores para criar pacotes flexíveis de canais que atendam às distintas necessidades dos usuários”, disse Jeremy Zweig, porta-voz da Viacom, com sede em Nova York.

“Embora todos os nossos distribuidores transmitam vários dos nossos canais em pacotes de níveis amplos, também temos diversos exemplos de ofertas personalizadas em pacotes mais voltados para nichos”.

A Apple está negociando com as emissoras ABC, CBS e Fox para oferecer TV pela internet neste ano, de acordo com fontes do setor. A Viacom também está negociando com a Apple, disse uma fonte. Assim como a Discovery, embora a NBC não esteja incluída, conforme havia informado o Wall Street Journal.

‘Risco significativo’

As empresas de cabo já estão lutando para não perder os assinantes de TV, pois uma quantidade crescente de americanos assiste a vídeos pela internet, em serviços como o Netflix Inc.

O surgimento de pacotes magros pode levar ainda mais pessoas a abandonarem os grandes pacotes de TV. Isso representa uma ameaça às redes que não estão incluídas nos novos serviços de TV on-line, disse Paul Sweeney, analista da Bloomberg Intelligence.

“Os canais de nicho com públicos menores estão claramente em risco em um mundo de pacotes magros”, disse Sweeney. “Desmanchar o pacote é um risco significativo para a TV paga como nós a conhecemos”.

A popularidade dos pacotes com menos canais, junto com a consolidação entre as operadoras de TV por assinatura, poderia levar empresas de mídia menores a se fusionarem para obter mais alavancagem nas negociações de programação, disse Sweeney. Os canais que não forem incluídos nos pacotes magros talvez precisem oferecer sua programação pela internet, fora do pacote de TV paga, disse Hirschhorn, da REDEF.

Poucas opções

A Viacom está tentando chegar diretamente aos consumidores pela web. A companhia, com sede em Nova York, lançou um canal on-line sem anúncios com programação infantil no início deste mês. Em fevereiro, a Viacom decidiu permitir que o canal a cabo premium EPIX, que pertence ao seu estúdio cinematográfico Paramount Pictures, Lions Gate Entertainment Corp. e MGM, seja transmitido no Sling TV.

Alguns analistas, como Laura Martin, da Needham Co. em Nova York, dizem que os pacotes enxutos não são para todos e que poderiam ser limitados demais para os telespectadores que desejam acompanhar os mais novos programas de sucesso.

“Os pacotes magros acabam com grande parte do poder de escolha do consumidor”, disse Martin. “Eles ficarão frustrados se quiserem mudar de canal e só tiverem o pacote com 20 opções”.

Os planos mais recentes da Apple para seu serviço de TV on-line foram informados pela primeira vez pelo Wall Street Journal.

Chromecast ganha compatibilidade com controle remoto de TVs


O Chromecast ganhou uma funcionalidade interessante nesta terça-feira (17). A partir de agora, vídeos rodados no dongle usando vários aplicativos de streaming podem ser pausados ou tocados por meio do controle remoto da TV. O recurso já está disponível para uso e não requer qualquer atualização de software.

Mas como o truque é feito se o Chromecast não tem receptor de infravermelho? O segredo está na tecnologia HDMI-CEC, capaz de enviar comandos do Chromecast para uma TV compatível e vice-versa. É assim que o dongle liga a TV ou muda de fonte HDMI, automaticamente, sempre que é ativado pelo celular.

Para aproveitar a comodidade, é preciso saber se sua TV suporta o padrão HDMI-CEC, presente na maioria das TVs com entrada HDMI, fabricadas nos últimos anos, e ter um controle remoto com botões Play e Pause.

No entanto, nem todos os apps para Chromecast estão operando o novo recurso. Até o momento, sabe-se que YouTube, Google Play Música, Allcast, TuneIn Radio e Chrome são compatíveis, deixando de fora apps populares como o da Netflix.

O grande ponto positivo do Chromecast é, certamente, o preço. Vendido no Brasil por menos de R$ 200, ele é muito mais barato que a Apple TV, comercializada no site oficial por R$ 400. O Nexus Player é mais difícil de ser encontrado, pois normalmente é vendido nos EUA via Play Store. Sem previsão de chegada no Brasil, ele é comercializado no exterior por US$ 100 (o equivalente a R$ 258 em conversão direta).

O Chromecast é o derrotado no quesito armazenamento porque ele não tem virtualmente nenhum espaço para guardar arquivos. Na verdade, ele vem acompanhado de uma memória pequena onde armazena o cache dos streamings que faz, mas não é possível salvar conteúdo para ver off-line – o usuário deve fazê-lo no celular ou tablet e transmitir via Wi-Fi para ele.

Tim é proibida de bloquear internet quando consumidor atinge pacote diário



É ilícito alterar unilateralmente negócios jurídicos já celebrados e consumados, pois o ato viola o Código de Direito do Consumidor. Assim entendeu o juiz Edmundo Lellis Filho, da 1ª Vara Cível de São Paulo, ao proibir que a Tim corte o pacote de internet de um advogado da capital paulista. A decisão liminar vale apenas para o autor do pedido.

O advogado Vinicius Koptchinski Barreto apontou que desde 2011 tinha um plano ilimitado para acessar a internet pelo celular. Quando ultrapassava 30 MB a cada dia, podia continuar navegando com a velocidade reduzida. Mas a Tim mudou a regra e passou a impedir o acesso quando o consumidor atinge o limite.

Trata-se de uma estratégia adotada por outras operadoras no país. O Procon do Rio de Janeiro já ingressou com Ação Civil Pública contra as empresas Oi, Tim, Vivo e Claro apontando irregularidades na estratégia. O juiz responsável pelo caso preferiu analisar o pedido de liminar depois que as rés apresentem suas contrarrazões.

No caso paulista, o autor da ação disse que contratou o serviço de dados móveis justamente porque era anunciado como ilimitado. Ele afirmou ainda ser necessário, “na vida de um advogado, atender às demandas do cliente com agilidade e qualidade é essencial, ainda mais aquelas que exigem urgência”.

Ao atender o pedido, o juiz também apontou a necessidade de se respeitar a segurança jurídica de contratos. “Defiro a liminar para que a empresa ré desconsidere a alteração unilateral que dispõe em contrário aquilo que fora pactuado pelas partes na celebração do referido contrato”, afirma na decisão. Ele marcou uma audiência de conciliação para junho.

Oi diz que não há negociação para a entrada de um sócio investidor


Passado o Mobile World Congress, realizado na semana passada em Barcelona, os rumores sobre a consolidação no mercado brasileiro voltam à mesa. Nesta segunda-feira, 09/03, a Oi reporta que avalia regularmente oportunidades e propostas, mas que não há até esta data decisão ou negociação visando à entrada de novo sócio relevante ou à aquisição da fatia da Portugal Telecom SGPS na companhia.

"A Oi avalia regularmente oportunidades, propostas e alternativas econômicas que possam contribuir para a sua melhoria operacional e/ou do seu modelo de governo ou que viabilizem os investimentos necessários à implementação dos seus planos estratégicos e ao desenvolvimento dos seus negócios", disse em comunicado.

"Não há até esta data qualquer decisão ou negociação pela companhia visando à entrada de novo sócio relevante ou à aquisição de participação da Portugal Telecom SGPS na Oi", completou.

O comunicado foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em resposta a questionamento sobre nota publicada na sexta-feira pelo jornal Valor Econômico segundo a qual a Oi estaria negociando com investidor russo. As negociações envolveriam a participação da Portugal Telecom SGPS, que detém 25,6% da Oi.

Sem GVT,Vivendi vira maior acionista da Telecom Italia


Com a venda da GVT para a Telefônica, a Vivendi vai se tornar a maior acionista individual da Telecom Italia. A troca de ações já estava prevista no acordo pelo qual os espanhóis pagarão R$ 22 bilhões, valor que é parte em dinheiro mas inclui papéis da própria Telefônica.

Pelo negócio, a Vivendi recebeu, além de R$ 13 bilhões em dinheiro, 7,4% das ações da Telefônica Brasil. A opção que confirma agora é de trocar cerca de um terço desses papéis por parte da participação que a Telefônica tem na Telecom Italia.

Como resultado, a Vivendi vai ficar com 8,3% do capital votante da empresa italiana (5,7% do capital total). Já a Telefônica terá reduzido sua participação na Telecom Italia para 4,67% do capital votante. Conforme determinação do Cade e da Anatel, ela deve se desfazer do resto até meados deste ano.

Ao aprovar a ‘fase 2’ da operação de venda da GVT para a Vivo/Telefônica, a Anatel determinou que sejam tomadas as medidas necessárias para impedir que a Vivendi exerça qualquer gestão na Telefônica Brasil. Segundo o relator do processo, Marcelo Bechara, “a Vivendi sinalizou que não tem interesse de posições com direito a voto na Telefônica Brasil e que vai se desfazer dos 11,3% das ações sem direito a voto.”

A agência, no entanto, não fez determinações sobre o controle indireto que a Vivendi terá sobre as brasileiras TIM e Intelig. Pelas tratativas conjuntas com o Cade, essas medidas serão determinadas pelo órgão antitruste. A expectativa, portanto, é que a  Vivendi saia do Brasil.

“Apesar da presente operação ter reflexo no capital da Telecom Italia, a Vivendi não será controladora de prestadoras de serviços de telecomunicações no Brasil”, sustentou Bechara ao apresentar seu relatório. Por enquanto, fica a francesa proibida de ampliar a participação na Telefônica Brasil e obrigada a demonstrar trimestralmente sua posição acionária.

Cade multa Oi em R$ 26,5 milhões por abuso de posição dominante

Caso se refere aos anos 2000 e leva em conta posição em 16 estados.
Na época, empresa detinha mais de 90% do mercado de telefonia fixa

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou nesta quarta-feira (11) o grupo Oi a pagar multa de R$ 26,5 milhões por abuso de posição dominante no mercado de telecomunicações, em caso que remonta ao início dos anos 2000.
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Segundo o Cade, na época a empresa detinha mais de 90% do mercado de telefonia fixa nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas e Roraima.

O Cade apurou que a empresa realizou o monitoramento das chamadas de seus clientes para central de atendimento de uma concorrente (Vésper) e ofertava planos para evitar a migração desses clientes para a rival, segundo nota à imprensa do órgão antitruste.

De acordo com a conselheira Ana Frazão, o monitoramento promovido pela então Telemar, hoje parte do grupo Oi, "não se destinava a ofertar promoções e condições mais vantajosas aos clientes, mas sim dificultar, mediante a utilização de meios ilícitos, a entrada da nova concorrente (Vésper) no mercado".

O entendimento da conselheira de que a conduta da Telemar acarretou efeitos anticoncorrenciais foi seguido pelo presidente do Cade, Vinicius Marques de Carvalho, resultado na multa.
Procurada pelo G1, a Oi informou que não teve acesso a todos os documentos que determinaram a decisão do Cade e está avaliando as medidas que podem ser tomadas em caso de recurso.

App Camu promete fotos perfeitas com ajustes em tempo real

O aplicativo de câmera Camu, para iOS e Android, promete otimizar a qualidade das fotos registradas pelos usuários. Nele é possível ajustar, de forma rápida, a entrada de luz, aplicar filtros, alterar o contraste e mais. Além disso, o programa permite compartilhamento direto com as redes sociais. Veja neste tutorial como utilizar todos os recursos do app Camu.

Passo 1. Baixe o Camu no TechTudo Downloads e instale no seu dispositivo. Na tela inicial será possível ver o botão de disparo em vermelho. Um toque rápido dispara a foto. Para dar foco no cenário geral, basta pressioná-lo sem soltar. No lado esquerdo está a opção para gravar vídeos, com o ícone de uma câmera. Já na parte direita, você encontra a galeria com as fotos registradas pelo app.



Passo 2. No topo esquerdo está um menu com “três pontos”. Ao tocar nele, algumas opções de personalização estão disponíveis. É possível fazer montagens de até quatro fotos clicadas na hora, selecionar as dimensões, ativar o flash, adicionar efeito de blur nas bordas e acionar o timer;



Passo 3. O filtro Blur, quando ativado, adiciona uma camada “desfocada” nas bodas da imagem, que pode ser personalizada. Para isso, basta tocar uma vez no local que deseja dar foco. Note que dois círculos serão exibidos: o menor é a lente de foco e o maior o diâmetro do desfoque. Para aumentar esse diâmetro, basta ampliar com os dois dedos na tela (como se estivesse dando zoom na imagem). O círculo de fora ficará mais ampliado e o desfoque irá mais para as bordas;



Passo 4. As montagens funcionam de forma simples. Basta selecionar no menu com quantas imagens deseja dividir e clicar em uma após a outra. Elas serão unidas de forma automática;



Passo 5. Na tela de disparo, o nível de contraste é ajustado pelo toque na tela. Para isso, basta arrastar o dedo na borda para cima (os tons de preto ficarão mais destacados), ou para baixo. Note que aparecerá uma barra “LUX” indicando o nível do ajuste.



Passo 6. Para ajustar a entrada de luz, pressione em qualquer ponto da tela por alguns segundos. Vai aparecer uma ferramenta circular, que lembra uma lente fechando e abrindo. Para ajustar os níveis de luz, basta tocar no pequeno ponto ao lado da lente e arrastar o dedo para cima (mais luz) ou para baixo (menos luz). A ferramenta é móvel e pode ser ajustada conforme o ambiente: para clarear mais um lado do que o outro é só arrastar o pequeno círculo para lá;



Passo 7. O foco pode ser selecionado também. Basta tocar na tela para o círculo de foco surgir e depois pressioná-lo no objeto ou ponto que deseja dar destaque. Ele também é móvel e poderá dar foco em um local específico;



Passo 8. Todas as funções estão disponíveis para a lente frontal também. Para alternar, toque no ícone com duas setas no topo direito.


Passo 9. Para aplicar os filtros, arraste a tela para o lado e perceba que uma barra será exibida com as opções. Para trocar, arraste a tela novamente e observe. Eles são aplicados na mesma hora, antes do clique.


Passo 10. Depois que você tiver registrado a fotografia é possível salvar na galeria, enviar para as redes sociais, nuvem, e-mail ou deletar a figura.


Agora aproveite todas as funções do app Camu e tire fotos ainda mais bonitas em todas as ocasiões.