Sem GVT,Vivendi vira maior acionista da Telecom Italia


Com a venda da GVT para a Telefônica, a Vivendi vai se tornar a maior acionista individual da Telecom Italia. A troca de ações já estava prevista no acordo pelo qual os espanhóis pagarão R$ 22 bilhões, valor que é parte em dinheiro mas inclui papéis da própria Telefônica.

Pelo negócio, a Vivendi recebeu, além de R$ 13 bilhões em dinheiro, 7,4% das ações da Telefônica Brasil. A opção que confirma agora é de trocar cerca de um terço desses papéis por parte da participação que a Telefônica tem na Telecom Italia.

Como resultado, a Vivendi vai ficar com 8,3% do capital votante da empresa italiana (5,7% do capital total). Já a Telefônica terá reduzido sua participação na Telecom Italia para 4,67% do capital votante. Conforme determinação do Cade e da Anatel, ela deve se desfazer do resto até meados deste ano.

Ao aprovar a ‘fase 2’ da operação de venda da GVT para a Vivo/Telefônica, a Anatel determinou que sejam tomadas as medidas necessárias para impedir que a Vivendi exerça qualquer gestão na Telefônica Brasil. Segundo o relator do processo, Marcelo Bechara, “a Vivendi sinalizou que não tem interesse de posições com direito a voto na Telefônica Brasil e que vai se desfazer dos 11,3% das ações sem direito a voto.”

A agência, no entanto, não fez determinações sobre o controle indireto que a Vivendi terá sobre as brasileiras TIM e Intelig. Pelas tratativas conjuntas com o Cade, essas medidas serão determinadas pelo órgão antitruste. A expectativa, portanto, é que a  Vivendi saia do Brasil.

“Apesar da presente operação ter reflexo no capital da Telecom Italia, a Vivendi não será controladora de prestadoras de serviços de telecomunicações no Brasil”, sustentou Bechara ao apresentar seu relatório. Por enquanto, fica a francesa proibida de ampliar a participação na Telefônica Brasil e obrigada a demonstrar trimestralmente sua posição acionária.