JUSTIÇA NEGA PEDIDO DE INTERVENÇÃO EM CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA OI

Conselho está reunido nesta sexta-feira para debater, entre outras coisas, a o plano de recuperação da operadora, mas continua impedido de alterá-lo ou interferir em negociações.

O juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, negou o pedido de intervenção feito pela Oi para que o conselho de administração da companhia se abstivesse de tratar do plano de recuperação judicial em reunião na tarde desta sexta, 15.

O pedido havia sido feito pela diretoria jurídica da operadora, que temia interferência do conselho e buscava se antecipar a qualquer movimento deliberado na reunião. Mas o juiz Fernando Viana, que julga o processo de recuperação judicial da Oi, considerou o pedido “excesso de cautela”. Lembrou que já vigora decisão sua que proíbe o conselho da companhia de qualquer ingerência sobre negociações da RJ. Competência que delegou, exclusivamente, ao presidente do Grupo Oi, Eurico Teles.

“Parece-me excesso de cautela da companhia tentar obstar reunião do conselho de administração para convocação de assembleia de acionistas e emissão de comunicado aos órgãos reguladores de mercado para fins de suscitar eventual nulidade do plano, quando na verdade este Juízo já decidiu que o conselho de administração não tem qualquer ingerência sobre o plano de recuperação judicial”, avaliou.

Em decisão do dia 29 de novembro, Viana manteve a decisão cautelar determinando que os novos diretores Helio Costa e João Vicente Ribeiro, nomeados pelo Conselho Administração, não interfiram no processo e na elaboração do plano de recuperação judicial. Ele nomeou Eurico Teles como o único responsável para conduzir as negociações com os credores.

Fonte: Telesintese

SOCIETÉ MONDIALE PEDE ADIAMENTO DA ASSEMBLEIA DA OI

Para o fundo, representado por Nelson Tanure, o plano da Oi não tem a peça fundamental: o documento de garantia de que haverá, mesmo, dinheiro novo

O fundo Societé Mondiale, representado no Brasil pelo empresário Nelson Tanure, ingressou com pedido de adiamento da Assembleia Gral de Credores da Oi, na 7ª Vara Empresarial. O argumento dos acionistas é de que, na proposta formulada pela operadora e entregue ao juiz da vara, Fernando Viana, na última terça-feira, 12, não está presente o Commitment Agreement, ou o documento que confirma o interesse daqueles que pretendem colocar dinheiro novo na empresa, e que segundo o plano divulgado, deverá ser de R$ 4 bilhões.

Para o Societé, sem esse documento, não há qualquer garantia firme de que haverá o aumento de capital nem a certeza de que as condições precedentes para que a capitalização ocorra.

O Societé também inclui os argumentos do professor Francisco Satiro, no qual considera um “ato usurpador” de origem a apresentação do plano sem a aprovação do conselho de administração. Depois da demissão de Marco Schroeder, o juiz Viana determinou ao novo CEO, Eurico Teles, que ele elaborasse o plano de recuperação sem precisar de aprovação do Conselho de Administração.

Na proposta formulada por Teles, alguns dos atuais conselheiros mais próximos a Tanure seriam substituídos, permanecendo presidente do conselho, José Mauro Mettrau Carneceiro da Cunha, e os indicados pelo BNDES e independentes. Hélio Costa, que também é diretor indicado por Tanure e Palha Silva, da Pharol, também continuariam, além de um nome dos credores. Permaneceriam nesse conselho transitório Ricardo Reisen de Pinho, Marcos Duarte Santos, Luis Maria Viana Palha da Silva, Pedro Zañartu Gubert Morais Leitão, Helio Calixto da Costa, e um indicado pelos credores.

Fonte: Telesintese (14/12/17)

CLARO SE PREOCUPA COM POSSÍVEL ENTRADA DE CHINESES NO SETOR DE TELECOM DO BRASIL

José Félix, presidente da Claro Brasil, diz que entrada de chineses no capital da Oi, caso aconteça após a recuperação judicial da rival, vai desestabilizar o já “doente” mercado de telecomunicações brasileiro.

O presidente da Claro Brasil, José Felix, se disse preocupado com a possível chegada de operadoras chinesas ao Brasil, através da aquisição da Oi. O executivo comentou o rumor durante evento com jornalistas, realizado em São Paulo, nesta quinta-feira, 14.

“Esse negócio da China é complexo, a gente não sabe como funcionam as coisas por lá, só que tem uma dinâmica diferente do mundo ocidental. Enxergo essa chegada de forma preocupada. Não sei o que vão fazer aqui”, afirmou o executivo.

Segundo ele, um dos problemas é compreender a estrutura de capital de uma operadora de telecomunicações de âmbito nacional, mas com dinheiro vindo de outro país.

“Empresas e governo lá são misturados. Então com quem que nós vamos brigar? Com a China ou com não sei o que telecom? Espero que eles não entrem porque vai chacoalhar ainda mais um mercado que já está instável, doente. Seria bem crítico”, acrescentou.

Consolidação
Para o presidente da Claro Brasil, o melhor seria encontrar outra solução para a recuperação da Oi. Poderia até haver consolidação no mercado nacional, mas sem o capital chinês.

“Do jeito que o Brasil está organizado hoje, não é sadio o modelo atual de 5, 6 operadoras. Grandes assim, como Claro, e os outros dois concorrentes, no máximo comporta três operadoras. Com quatro grandes operadoras, acontece o que está acontecendo [dificuldades financeiras de alguns concorrentes]”, diz.

José Félix ressalta que o setor tem a rentabilidade muito pressionada no país, inclusive pela alta incidência de impostos. “O retorno do capital investido nessa indústria está bem abaixo no Brasil do que deveria ser. Por causa dessa competição, porque o poder econômico do brasileiro é muito baixo. O país tem um dos menores ARPUs  (conta média) do mundo. E a receita ainda é em real, sendo que todos os insumos são importados, cobrados em dólar e com alta taxa de importação. Tem  ainda estado que, de cada 100 reais cobrados, 60 vão para o governo. Impossível ter negócios sadios em ambientes como esse”, concluiu.

Fonte: Telesintese (14/12/17)

PLANO DE RECUPERAÇÃO DA OI: R$ 4 BILHÕES DE DINHEIRO NOVO, REDUÇÃO DA DÍVIDA PELA METADE E DILUIÇÃO SOCIETÁRIA DE ATÉ 75%


A dívida cairá para R$ 23,9 bilhões, menos de duas vezes o Ebitda, os investimentos vão para R$ 7 bilhões/ano e a dívida em títulos internacionais convertida em ações e nova dívida passará a representar até 73,7% do capital da companhia, podendo chegar a 75%. Os recursos novos serão de R$ 4 bilhões.

No plano de recuperação judicial da Oi apresentado ontem à noite, 12, à justiça, a dívida financeira cai de R$ 49,4 bilhões para R$ 23,9 bilhões, o que vai permitir a redução da alavancagem financeira e um fluxo de caixa adequado. Os recursos novos serão de R$ 4 bilhões. A dívida em título internacionais convertida em ações passará a representar até 73,7% do capital da empresa, podendo chegar a 75%.  E o investimento da companhia aumentará de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões nos próximos três anos, como já estava previsto.

O plano será votado na Assembleia Geral de Credores, marcada para o dia 19 de dezembro, e segundo o presidente e diretor jurído da Oi, Eurico Teles, ele dá tratamento equilibrado a todas as partes e tem como prioridade o fortalecimento da companhia. Ele assegura que a solução proposta envolve composição com a maioria dos credores pequenos (através da mediação ratificada pelo Plano) e os grandes (pela conversão de créditos em ações).

Em relação à redução da dívida, Teles afirma que a passa a ficar com o balanço equacionado. Ao solucionar o desequilíbrio em sua estrutura de capital, estará em condições de acelerar os investimentos para voltar a crescer e desempenhar um papel ainda mais relevante no setor de telecomunicações”. Eurico Teles, presidente e diretor jurídico da Oi.

Segundo a empresa, os recursos adicionais para investimentos virão de capitalização de R$ 4 bilhões de recursos novos e outros R$ 2,5 bilhões de recursos adicionais previstos no plano que podem ser buscados no mercado de capitais. Teles lembra que, para a companhia, é fundamental elevar o patamar de investimentos, pois “o setor de telecom é intensivo em capital, com ciclos tecnológicos cada vez mais curtos”.

Com a redução da dívida financeira líquida para R$ 23,9 bilhões, ela passa a representar menos de duas vezes o valor do Ebitda. O restante dos créditos, diz a empresa, será equacionado com desconto ou alongamento de prazo na forma do plano e de acordo com a capacidade de geração de caixa da companhia. O prazo médio da dívida, por exemplo, ficará acima de 10 anos. Os demais créditos de R$ 24,6 bilhões listados na recupeação judicial são de passivos trabalhistas.

Conversão de dívida em ações
A dívida com títulos internacionais (bonds) de R$ 32,3 bilhões será convertida, após a homologação do Plano, em R$ 6,3 bilhões de nova dívida com títulos internacionais (bonds) e em ações (equity) que representarão até o máximo de 73,7% do capital da Oi, incluindo emissão de novas ações e transferência de ações da Oi detidas pela PTIF.

Este foi o ponto mais difícil da negociação e que provocou maiores embates entre credores e acionistas e levou à queda de dois presidentes e um diretor financeiros durante as negociações. Para se chegar a essa proposta, ainda motivo de reclação da parte de alguns bondholders, foi preciso intermediação por parte de representantes do governo.

Segundo o plano, este patamar somente será atingido se todos os credores destes bonds se apresentarem na assembleia e aderirem a esta opção. O plano prevê ainda que este percentual máximo pode chegar a 75% com exercício de um bônus de subscrição após um ano da homologação do Plano ou antes do aumento de capital, o que ocorrer primeiro.

“Após mais de 18 meses de negociações com os diversos credores, chegamos a um patamar de conversão de dívida em ações considerando um equilíbrio entre o valor econômico para os acionistas e a recuperação de crédito para o credores. Entendemos que é a equação possível e que viabiliza um plano de negócios sustentável para a companhia e a aprovação do Plano em assembleia de credores”, diz Teles.

O aumento de capital
O plano prevê que, após a conversão de dívidas em ações, descontos e alongamentos de prazos, haverá um aumento de capital de R$ 4 bilhões em recursos novos aberto a todos os acionistas (incluindo os credores que já converteram dívida em ações). Parcela relevante dos credores se comprometeu com a totalidade do aumento de capital, dando segurança ao plano.

Para assegurar esta subscrição está previsto pagamento da comissão (fees) no percentual de 8% em dinheiro ou 10% em ações, sendo que a escolha do percentual dependerá do valor de ação na data do aumento de capital. O pagamento da comissão ocorrerá apenas no ato do aumento de capital. Como todos os acionistas podem participar do aumento de capital, a composição acionária final não será alterada caso todos acompanhem a subscrição.

“O importante é que todos os interessados terão oportunidade de aportar recursos e, desta forma, definir que tipo de participação querem ter na empresa que resultará deste processo”, pontua o presidente da Oi.

Teles destaca o longo processo de negociação para se chegar a este Plano, diz que todas as partes foram ouvidas no processo — bondholders, bancos públicos e privados, instituições governamentais, agências de fomento do Brasil e do exterior, acionistas, grandes fornecedores — e que “procuramos elaborar um plano que não desagrade muito a poucos, mas sabemos que vai desagradar um pouco a todos”.

Fim dos litígios
Com a aprovação do plano, uma solução de mercado para a crise da Oi, destaca seu presidente, encerram-se os litígios internacionais. Aprovado na AGC, ele terá que ser homologado na Justiça e aprovado nas esferas regulatórias competentes: Anatesl, Cade e CVM. (Com Assessoria de Imprensa)

DESTAQUE AGU PODE DESISTIR DA MP DA OI PORQUE SELIC FOI INCORPORADA NA PROPOSTA

Diferentes interlocutores estão confiantes de que a Assembleia da próxima semana da Oi vai aprovar o plano de Recuperação Judicial apresentado ontem, 12, pelo novo presidente, Eurico Teles, pois ele conta com o apoio dos principais credores – com o maior volume da dívida privada – e com o respaldo do governo. A AGU – Advocacia Geral da União – já sinalizou para a própria empresa (mas ainda não oficializou à Anatel) que tudo poderá ser equacionado na própria assembleia, sem precisar de qualquer novo ato legal no que se refere às multas.

A nova postura da AGU se deve a uma única – mas significativa – mudança de posição da concessionária, quando Teles passou a conduzir as negociações. A Oi aceitou que a correção do parcelamento das dívidas seja indexada pela Selic ( a taxa de juros) e não pelo IPCA (que mede a inflação). Essa posição permitiu que o governo aceitasse o restante da proposta da Oi, de dar entrada no sinal de 20% com os recursos da recuperação judicial- de mais de R$ 1 bilhão – e pouco desembolso de seu caixa, e parcelamento da dívida em 240 meses, com os descontos já anunciados pela empresa, além do prazo de carência.

Segundo fontes que acompanham de perto as negociações da AGU, todas essas questões podem ser resolvidas no âmbito da Recuperação Judicial (RJ), sem necessidade de um novo ato legal que o respalde. Com essa decisão, a AGU acaba com outro receio do Ministério da Fazenda, que estava fazendo as contas da extensão desse ato legal para além da Oi, pois afinal, a MP iria abranger as demais empresas em recuperação judicial. Agora, como a situação poderá ser resolvida na Assembleia, as perdas de arrecadação se restringirão à concessionária.

Se prevalecer essa visão – na Oi tudo muda de uma hora para a outra – o governo mandaria a Anatel votar no plano de recuperação judicial apresentado ao Juiz, e o caminho estaria aberto para o ingresso da China Telecom, que continua interessadíssima na operação, mas está buscando novos bancos que não o parceiro tradicional para entrar como financiador.

E a Anatel
A questão vai ser convencer a Procuradoria Geral Federal a abrir mão de sua posição – cristalizada – de votar “não” na Assembleia, se não houver qualquer respaldo legal para uma mudança de posição. A Procuradoria Geral é representa o procurador da Anatel, e lá, pelo menos por enquanto, prevalece a tese de que sem lei, não dá aceitar que as multas integrem a RJ.

Tanure
Quanto aos acionistas minoritários – Tanure e Pharol – todos já levam em conta que eles não vão sangrar sem brigar. Mas avaliam que a diferença, agora, é que estará brigando contra a decisão do juiz da Recuperação Judicial e do governo.

Novos perfis

Com a subida dos bondholders no controle da Oi, avalia-se que o primeiro passo será dado, mas a Oi terá que se estruturar rapidamente para ser vendida para um grupo com muito mais dinheiro, pois os R$ 4 bilhões a serem colocados na mesa não são suficientes para as necessidades da empresa. Entre as mudanças estruturais, volta para o cenário o PLC 79 – cuja aprovação é também reivindicação da China Telecom.

Fonte: Telesintese (13/12/17)

ACCENTURE INVESTE EM EMPRESA DE COMPUTAÇÃO QUÂNTICA

Segundo a empresa, a transação com a canadense 1QBit ajudará a Accenture a expandir suas capacidades em analytics, envolvendo computação quântica.

A Accenture realizou investimento minoritário na 1QBit, empresa líder em computação quântica com sede em Vancouver, no Canadá, por meio de sua divisão Accenture Ventures. A transação ajudará a expandir as capacidades da Accenture em analytics envolvendo computação quântica, o que anuncia uma nova era de inteligência para negócios e organizações. As condições da transação não foram divulgadas.

Além disso, as duas empresas formaram uma aliança estratégica em que a 1QBit dará preferência à Accenture na integração de sistemas. A Accenture também foi autorizada a usar a plataforma da 1QBit para demonstrações, treinamentos, desenvolvimento e testes de suas ferramentas e recursos.

“A computação quântica é um grande acelerador para analytics e a criação de novas inteligências,” diz Narendra Mulani, Chief Analytics Officer da Accenture Analytics. “Enxergamos um grande potencial no uso da plataforma da 1QBit em nome de nossos clientes para buscar analytics inspirados em computação quântica, ajudando a extrair ainda mais valor de seus dados e encontrar novas oportunidades que possam transformar seus negócios.”

A 1QBit constrói softwares quânticos e inspirados na tecnologia quântica para ajudar as organizações na solução de seus maiores desafios computacionais. Sua equipe interdisciplinar é formada por matemáticos, físicos, químicos, desenvolvedores de software e especialistas em computação quântica que desenvolvem novas soluções para diversos problemas, desde a pesquisa até o desenvolvimento comercial da aplicação.

fonte: Telesintese (12/12/17)

OI PUBLICA CONTRATOS DE ADESÃO AO PLANO DE RECUPERAÇÃO

Operadora publicou dois termos de acordos preliminares para pagamento de dívidas tomadas em dólares, sem conversão, e outro com conversão. Neles, mantém previsão de vender Unitel, Timor Telecom e call centers.

A Oi divulgou ao mercado na noite de ontem, 11, os termos dos acordos que vai assinar com credores. O plano completo será apresentado hoje, 12, à Justiça do Rio de Janeiro, onde corre a recuperação judicial da empresa.

A operadora publicou três documentos, sendo duas propostas de acordo preliminar para reestruturação de créditos não garantidos e em dólares; um para reestruturação com conversão em equity (participação acionária na companhia).

Os contratos de reestruturação de créditos, sem conversão, vêm em duas modalidades, de acordo com o valor total da dívida do credor. Uma modalidade é destinada a quem tem créditos com valor do principal de até US$ 500 milhões. Neste caso, a Oi prevê começar a amortizar a dívida e a pagar juros após seis anos. Os juros serão de 6%. Os pagamentos, a partir do sexto ano, serão semestrais.

O contrato traz, ainda, a lista de ativos que a tele que vender para ajudar a pagar a dívida restante após a reestruturação. A proposta é usar até 70% do valor obtido com a venda. Os principais ativos listados são Unitel (operadora na África), Brasil Telecom Call Center e Timor Telecom (operadora no Timor Leste). Há também uma série de edifícios, em várias cidades e estados.

A segunda modalidade do contrato para credores que aderirem à restruturação sem conversão é destina a bondholders com posse de até US$ 2 bilhões em dívida da Oi. Pouco mudou neste contrato. A ideia é começar a amortizar e pagar juros a partir do sexto ano, com pagamentos semestrais. Esta variação do acordo se destina a atender especificamente exportadoras de crédito internacionais, como o China Development Bank, que emprestou pelo menos US$ 1,7 bilhão a subsidiárias da Oi.

Troca da dívida por participação
O terceiro contrato publicado pela companhia traz os termos de adesão ao plano de troca da dívida por participação acionária na empresa. A Oi vai emitir notas de dívida, que poderão ser trocadas por papeis da empresa. O documento faz referências ao plano de recuperação judicial, que ainda não foi homologado na Justiça, o que deve acontecer ainda nesta terça-feira. Diz, apenas, que terá uma taxa de juros fixa de 10% ao ano, que começam a ser pagos após 15 meses. As notas “vencerão no décimo aniversário da Data de Emissão”.

Este contrato não diz qual a taxa de conversão. Mas estabelece que a operadora deverá manter um caixa mínimo equivalente a 25% da soma das despesas operacionais e investimentos de capital, ou, ter R$ 5 bilhões “mais quaisquer receitas  do “Aumento de Capital (a ser definido com base na estrutura final desse aumento de capital a
respeito da aprovação do Plano de Recuperação)”.

Veja os documentos na íntegra: termo de adesão a credores com principal até US$ 500 milhões, com principal até US$ 2 bilhões, e de adesão com conversão.

fonte: Telesintese (12/12/17)

APPLE COMPRA SHAZAM, APP DE MÚSICA

O valor da aquisição não foi revelado. A Apple também não disse se vai manter a versão do app para Android.

A Apple confirmou hoje, 11, que chegou a um acordo para adquirir o Shazam Entertainment, aplicativo localizado no Reino Unido que permite aos usuários identificar músicas. Ele vai se somar ao seu serviço de transmissão de música, o Apple Music, que tem 27 milhões de usuários e concorre com o Spotify, que tem 60 milhões de usuários.

A Apple não deu um preço para a aquisição. O site de notícias tecnológicas TechCrunch informou o acordo na sexta-feira, 8, com um preço de até US $ 400 milhões, muito abaixo da mais recente avaliação de US $ 1 bilhão para Shazam.

Em uma declaração, o porta-voz da Apple, Tom Neumayr, disse que Shazam “é usado por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, em várias plataformas. … Temos planos emocionantes na loja, e estamos ansiosos para combinar com Shazam após a aprovação do acordo de hoje “.

A concorrente Spotify também fez um movimento em seu negócio. No dia 8,  anunciou que tinha chegado com o gigante chinês Tencent, para fazer investimentos uma na outra. Pelo acordo, a divisão de música da Tencent — Tencent Music Entertainment Group — e o Spotify vão comprar, em dinheiro, participações minoritárias uma da outra. (Com noticiário internacional)

fonte: Telesintese (11/12/17)

POSSÍVEL DESEMBARQUE DOS CHINESES PREOCUPA TELES QUE OPERAM NO PAÍS

A movimentação de empresas chinesas na direção da Oi, em recuperação judicial e em busca de sócio e capitalização, alertou as operadoras de telecom que operam no país. Já dispararam sinais ao governo de que não vão aceitar tratamento privilegiado a um eventual investidor chinês.

As empresas de telecom que operam no país, tanto as de capital estrangeiro, como Telefônica, TIM e grupo América Móvil, como a brasileira Algar Telecom, até então vinham acompanhando de perto as movimentações em torno sobre possíveis novos investidores na Oi – sobretudo estrangeiros. Mas a entrada dos chineses em cena mudou o cenário.

Com as demandas da China Telecom, a primeira operadora chinesa a se interessar pela Oi e a participar de due dilligence, as operadoras Claro Brasil, do grupo mexicano América Móvil; a TIM, da homônima italiana; a Vivo, da espanhola Telefónica; e a brasileira Algar Telecom, do grupo mineiro Algar; entraram em estado de alerta.

O estado de alerta foi acionado quando a China Telecom, em reuniões com dirigentes da Anatel e da AGU, colocou como pré-condição para o investimento na Oi de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões, a anistia das multas da Anatel que estão na Recuperação Judicial (R$ 8 bilhões de um total de R$ 11 bilhões, sem correção) e a aprovação do PLC/2016 que permite transformar as concessões de telefonia fixa em autorizações, mediante investimentos em banda larga.

As operadoras, todas elas envolvidas com um histórico de multas da Anatel por descumprimento de obrigações – algumas em processo de discussão de Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e outras em situação mais avançada, caso da Telefônica –, viram aí a possibilidade de chegar um novo entrante em vantagem competitiva. Ou seja, com o pagamento de multas suspenso.

E começaram a se mexer junto ao Executivo e ao Legislativo. Embora nenhum de seus executivos diga isso, o que elas querem mesmo é barrar a entrada dos chineses. Além a China Telecom, também se apresentaram como interessadas na Oi a China Mobile e a China Unicom. Esta teria interesse apenas no mercado corporativo.

O discurso oficial das teles, no entanto, é de que elas querem isonomia. “Não podemos admitir que o governo conceda para um investidor um prazo especial para pagamento de dívida, ou anistia dessa dívida,e não conceda o mesmo para as demais concessionárias”, argumenta um diretor de concessionária.

Saídas propostas para Oi
Do ponto de vista das grandes operadoras que operam no país – e esta não é uma tese nova -, a melhor saída para a Oi é que seja aprovada a recuperação judicial e que, a partir daí, ela seja separada em dois blocos de serviços e em duas empresas.

A primeira tese, e consensual no mercado, é que a Oi fixa e banda larga seja vendida, tendo como comprador potencial a TIM, e a Oi móvel seja dividida em três fatias, cada uma adquirida por uma operadora móvel de forma a se evitar a concentração: Claro, TIM e Vivo. Para isso, é preciso mudar a regulamentação sobre o limite total de espectro em mãos de uma única operadora. O presidente da TIM, Stephano De Angelis, vem batendo nessa tecla. Para ele, o aumento da quantidade de espectro por operadora é a principal pauta das celulares para 2018.

A segunda tese nada tem de consensual no meio empresarial, mas encontraria guarida na sociedade civil. Ironicamente, ela parte de um consultor ligado ao capital financeiro. Defende igualmente a divisão da Oi em serviço fixo e serviço celular, mas recomenda que a telefonia fixa, concessão, seja devolvida à União com seus ativos e suas dívidas. Que a concessão e as dívidas, já negociadas, sejam absorvidas pela estatal Telebras, e que ela transforme o backbone, o melhor ativo que a Oi possui, em backbone público, alugando capacidade para todas as demais operadoras.

Com o aluguel, e o alongamento das dívidas para com o Estado, diz ele, a Telebras teria um modelo de negócios viável, com recursos para garantir a modernização da infraestrutura.

Por que essa proposta, vinda do mercado, é boa para a sociedade civil? Porque torna público um importante backbone de banda larga do país, reivindicação feita por um conjunto de entidades na campanha Banda Larga para Todos. Essas entidades defendem que o transporte da banda larga seja feito em regime público e o serviço de acesso, em regime privado. A proposta é viável economicamente? Segundo a fonte, que diz ter estudado o assunto, sim.

Abre-se aqui um importante debate. É hora de colocar os estudos em discussão pública e confrontar as teses.

Fonte: Telesintese (11/12/17)