Proteste entrou na justiça contra as operadoras de telefonia móvel

Associação recebeu reclamações sobre má qualidade do 3G de mais de 43 mil consumidores
  
A Proteste anunciou que entrou na justiça de Brasília nesta quarta-feira contra as quatro principais operadores de telefonia móvel do País: Claro, Oi, TIM e Vivo. Segundo a associação de defesa do consumidor, as ações são em resposta aos problemas com a conexão 3G, motivo de reclamação de mais de 43 mil pessoas.

Com a iniciativa, a Proteste pede que as operadoras ofereçam a conexão contratada com qualidade, sob pena de pagamentos de multas por descumprimento. Ela solicitou indenização por danos morais coletivos aos consumidores lesados, por meio de descontos nas contas de celular pelo período de um ano. A associação também pede que as teles sejam proibidas de vender novos planos de telefonia móvel com conexão 3G até que o sistema seja regularizado, obedecendo os parâmetros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A agência reguladora faz medições mensais da banda larga móvel em 16 estados do País, avaliando a velocidade instantânea e a velocidade média. As empresas precisam oferecer velocidade instantânea em pelo menos 95% das medições, e 70% de velocidade média.

Nos últimos resultados divulgados, referentes a dezembro do ano passado, as operadoras ficaram abaixo das metas em diversos estados analisados. Do total de indicadores, a TIM teve 16 ocorrências abaixo do esperado, o maior número entre as quatro teles. A Oi teve 12 indicadores inferiores ao estipulado, a Vivo teve dez, e a Claro, seis. “Além da má cobertura, as operadoras também não entregam a velocidade prometida com os planos 3G”, disse em comunicado .
12 de março de 2014

Apple deve parar de usar produtos perigosos, diz organização


Segundo entidades, Apple utiliza substâncias químicas em fábricas que podem causar doenças severas nos funcionários
   
A organização de proteção aos trabalhadores chineses China Labor Watch e a Green America, de sustentabilidade, vão pedir à Apple que pare de usar produtos químicos perigosos em suas fábricas, segundo o The Guardian. As entidades afirmam que os funcionários das fábricas na China ficam expostos a produtos tóxicos que podem causar doenças severas.

Elas também alegam que essas substâncias são usadas pela empresa por serem mais econômicas financeiramente do que soluções alternativas, mas que a economia é pouca.

“Junto com a Green America, nós demandamos que a Apple se responsabilize e remova produtos químicos como os solventes n-hexano e o benzeno carcinogênico, conhecido por causar leucemia

fornecendo aos trabalhadores um padrão legal de bem-estar”, disse ao Guardian Kevin Slate, coordenador da China Labor Watch.

O solvente n-hexano é usado para limpar displays eletrônicos, e evapora cerca de três vezes mais rápido do que outros solventes convencionais, o que significa que os funcionários podem limpar mais telas em menos tempo. Segundo a publicação, a exposição ao solvente pode causar danos nos nervos e até paralisia. O benzeno também é usado para limpar e revestir componentes eletrônicos, mas pode causar anormalidades no sistema reprodutivo, além de leucemia.

O coordenador da China Labor Watch tambem disse que não é só a Apple que precisa parar de usar esses produtos, mas outros rivais, como Samsung, HP e Dell. O relatório de responsabilidade de provedores da Apple diz que os fornecedores, como as fábricas parceiras, devem identificar, avaliar e controlar a exposição dos trabalhadores a agentes químicos, biológicos e físicos perigosos. A empresa não quis comentar o assunto com o jornal.
12 de março de 2014

Claro foi condenada a parar de vender novas linhas telefônicas

Operadora tem 90 dias para entregar um laudo técnico à Justiça e solucionar os problemas identificados

A Claro não pode vender ou habilitar novas linhas telefônicas em São José do Vale do Rio Preto, município da região serrana do estado do Rio de Janeiro. A decisão judicial foi proferida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, devido aos "maus serviços prestados à população". A operadora precisará arcar com os custos de um laudo técnico, elaborado por um especialista que não faça parte do seu quadro de funcionários, apontando "as causas e soluções para as constantes quedas, falhas, interrupções e oscilações de sinal de telefonia na localidade". A condenação prevê que a companhia efetue os investimentos e realize as obras necessárias para reparar os problemas identificados em um prazo de até 90 dias. Caso não cumpra com essa determinação, a Claro poderá ser multada diariamente em R$ 5 mil, que pode ser acumulada a no máximo R$ 100 mil. Conforme noticiado pelo MPRJ, essa decisão foi tomada com base na ação civil pública ajuizada pelo promotor Vinicius Ribeiro em 2011, quando o inquérito civil foi instaurado em decorrência das inúmeras reclamações de falha no serviço prestado pela operadora
12 de Março de 2014