ANATEL QUER ESCLARECIMENTOS SOBRE PARTICIPAÇÃO DO AURELIUS NA NEXTEL

Agência vai investigar se fundo passou a deter controle na operadora



A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) negou ao Société Mondiale, acionista da Oi, pedido para impedir que fundos do grupo Aurelius participem de negociações acerca de um plano de recuperação judicial para a Oi. Mas decidiu investigar se o Aurelius exerce algum controle sobre a Nextel Brasil.

A agência abriu procedimento administrativo para “apuração de transferência de controle e possível existência de controle vedado, nos termos do art. 4º, da Resolução nº 101/1999”. Determinou também a intimação dos fundos Capricorn Capital, Syzygy Capital Management, Aurelius Capital Management, Aurelius Capital Master, Aurelius Capital Management GP, que deverão explicar a participação na Nextel. A Nextel também foi chamada a detalhar sua relação com o Aurelius.

O pedido de cautelar para afastar o fundo abutre das negociações da RJ da Oi foi negado pois a superintendência de competição da Anatel não vê perigo de que haja danos irreparáveis na presença do fundo nas negociações.  E dá a entender que o pedido do Société Mondiale é uma reação à decisão da Justiça de conceder ao presidente da Oi, Eurico Teles, o poder de conduzir as negociações com credores da operadora, independentemente da posição do conselho de administração.

Fonte: Telesintese

TANURE VAI À JUSTIÇA PARA BARRAR BONDHOLDERS NA ASSEMBLEIA DE CREDORES

Société Mondiale, do investidor brasileiro, diz que Aurelius quer realizar uma aquisição hostil da Oi e tenta "turbar" a recuperação judicial da operadora.



Depois de ir à Agência Nacional de Telecomunicações na tentativa de frear o avanço dos bondholders sobre as negociações da recuperação judicial da Oi, o Société Mondiale decidiu acionar também a Justiça. O fundo, ligado ao investidor brasileiro Nelson Tanure, protocolou na corte do Rio de Janeiro um pedido para barrar a participação do Aurelius, entre outros bondholders, na assembleia de credores da operadora, marcada para 19 de dezembro.

O Société Mondiale pede ao juiz Fernando Viana, que conduz o processo da recuperação judicial da Oi no TJ-RJ, para registrar a “abusividade da conduta” dos fundos abutres e o “conflito de interesses em que eles se colocaram para deliberar sobre qualquer plano de recuperação judicial que venha a ser votado” na assembleia de credores.

Defende, ainda, que se os fundos tentarem colocar em votação um plano próprio, no qual pedem o controle da Oi, participarão da assembleia no papel de “adquirentes do controle” e não como credores. Essa situação seria conflito de interesses, conforme o Société Mondiale.

O Société Mondiale acusa também os bondholders liderados pelo Aurelius de fazer uma tentativa de aquisição hostil. Lembra que os papéis detidos por eles foram adquiridos “voluntariamente, já quando a Companhia estava em
estresse financeiro”.

E arremata: “os fundos abutres vêm tentando de todas as formas turbar o presente processo de recuperação, interferindo indevidamente na administração da Companhia, forçando-a a apresentar um plano de recuperação que eles próprios querem; que não é melhor para a companhia em comparação com o plano formalmente apresentado, tudo para que adquiram o controle de uma das maiores concessionárias do país sem colocar qualquer dinheiro novo”.

Fonte: Tesintese

OI OBTÉM VITÓRIA CONTRA FUNDO ABUTRE NOS EUA

CORTE DE NOVA YORK DIZ QUE AURELIUS TENTA SE BENEFICIAR DUPLAMENTE DA RECUPERAÇÃO DA OI.

        A Oi comunicou ao mercado na manhã desta terça-feira, 5, que obteve uma vitória na Justiça norte-americana contra os administradores judiciais das subsidiárias da concessionária na Europa (Oi Coop e PTIF).
       Estes pediam para não se sujeitar à legislação brasileira de recuperação judicial, e considerar o pedido de falência feito na Europa como o principal processo de recuperação judicial no exterior.
A corte de Nova York, onde corre o processo, negou. Afirmou que o pedido para não se sujeitar à recuperação promovida no Brasil é uma estratégia do fundo Aurelius, que integra o pedido feito pelos adminsitradores judiciais da Oi na Holanda como parte interessada. A intenção, segundo o juiz americano Sean Lane, seria ganhar duplamente com a reestruturação da dívida da operadora e ainda manipular a corte dos EUA em benefício próprio. E conclui que o fundo age de má-fé.
Com a decisão, a Justiça dos EUA reconhece a 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, como responsável pelo “procedimento principal estrangeiro” da RJ da Oi. Isso garante que as decisões tomadas aqui valham para os credores das subsidiárias no exterior.

Fonte: Telesintese