OI demite cerca de 1070 funcionários?

Em comunicado, operadora destaca momento "desafiador" do país e do setor de telecomunicações. Empresa já tinha demitido 150 diretores e gerentes em 2014.

A operadora Oi vai cortar 1.070 postos de trabalho no país neste mês de abril, número que corresponde a 6% do quadro de funcionários diretos da empresa. As demissões atingem todos os setores da empresa.

Vale notar que esse corte significativo acontece alguns meses após a Oi demitir cerca de 150 diretores e gerentes, em outubro de 2014.

Em comunicado oficial, a Oi destaca o momento “desafiador” pelo qual passa a economia do país e o setor de telecomunicações. “Considerando este cenário e os próprios desafios da companhia, a Oi desenvolveu um Plano Orçamentário para 2015 para assegurar ganhos de produtividade e de rentabilidade, com vistas ao fortalecimento da empresa e de sua sustentabilidade”, afirma a operadora.

De acordo com a empresa, esses cortes resultaram numa redução de cerca de 20% das despesas relacionadas à estrutura pessoal da operadora.

Por fim, a Oi destaca que gera cerca de 177 mil empregos diretos e indiretos no país, mesmo com essas demissões recentes. “Além disso, a Oi tem um histórico de investimentos em larga escala no país. Foram investidos mais de R$ 87 bilhões desde a privatização do setor de telecomunicações, em valores não corrigidos. A companhia também é responsável por um volume altamente expressivo de arrecadação de impostos, com quase R$ 150 bilhões de reais entre 2007 e 2013, em tributos diretos e indiretos.”

Crise geral

Mas a Oi não está sozinha nessa. Segundo a Reuters, a Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Telecomunicações (Fenattel) destaca que a Telefônica e a Nextel realizaram recentemente cortes parecidos, na casa de 1 mil funcionários cada.

Procuradas pela reportagem da agência, a Telefônica e a Nextel confirmaram que realizaram cortes recentes, mas não informaram o número de demissões.

Confira abaixo o comunicado completo da Oi sobre o assunto:

“O ano de 2015 é desafiador em todo o contexto macroeconômico do país e também no setor de telecomunicações. Considerando este cenário e os próprios desafios da companhia, a Oi desenvolveu um Plano Orçamentário para 2015 para assegurar ganhos de produtividade e de rentabilidade, com vistas ao fortalecimento da empresa e de sua sustentabilidade. Os pilares do Plano 2015 da Oi se desdobram em iniciativas que têm como foco o controle de custos e o ganho de agilidade na tomada de decisões. A companhia elaborou e vem executando desde outubro de 2014 mais de 250 ações com esse propósito, como redução de despesas administrativas (gastos com viagens aéreas e deslocamentos de táxi), limite de horário para consumo de energia elétrica, controle rigoroso da jornada de trabalho e renegociação de contratos com fornecedores.

Em linha com essa estratégia, a Oi também iniciou no ano passado a simplificação de sua estrutura organizacional no nível executivo da companhia. A iniciativa teve como propósito aumentar a eficiência na gestão e no controle, além de agilizar o processo de tomada de decisões em todos os níveis da empresa. Este processo se estendeu em 2015 a todos os níveis da empresa, com uma análise profunda da estrutura e dos negócios da companhia, o que resultou numa redução de aproximadamente 20% nas despesas relacionadas à estrutura de pessoal da Oi. Esse movimento é resultado da redução, em abril, de 1.070 posições nos quadros da companhia; do bloqueio de vagas que estavam abertas; do desligamento de executivos ocorrido em outubro, no início do processo de simplificação da estrutura; e do natural processo de turnover que ocorre mensalmente numa companhia com o porte da Oi.

A Oi acrescenta que, mesmo com a redução do quadro funcional, continua sendo um dos maiores grupos empregadores do Brasil, gerando cerca de 177 mil empregos diretos e indiretos em todo o território nacional. Além disso, a Oi tem um histórico de investimentos em larga escala no país. Foram investidos mais de R$ 87 bilhões desde a privatização do setor de telecomunicações, em valores não corrigidos. A companhia também é responsável por um volume altamente expressivo de arrecadação de impostos, com quase R$ 150 bilhões de reais entre 2007 e 2013, em tributos diretos e indiretos.

40 anos de Microsoft, veja o que Bill Gates falou

A Microsoft está completando 40 anos hoje. A empresa quarentona já não tem a agilidade frenética de uma startup. Mas é um peso-pesado da tecnologia respeitado pelos rivais. Numa mensagem enviada ontem aos funcionários. Bill Gates celebra os 40 anos.



Gates fundou a Microsoft com seu sócio Paul Allen em 4 de abril de 1975. Nas décadas seguintes, o trabalho da empresa daria enorme contribuição para a popularização do computador pessoal.

Seu sistema operacional MS-DOS (derivado de um software comprado de outra empresa) fez funcionar o primeiro IBM-PC em 1981. O Windows, que teve sua primeira versão lançada em 1985, gradualmente tornou-se o sistema dominante nos PCs – posição que mantém até hoje.

O pacote de aplicativos Microsoft Office, lançado em 1990, virou padrão em escritórios do mundo inteiro. De 2001 em diante, a Microsoft ainda conquistou uma presença forte no mercado de jogos com o Xbox.

Nesta década, porém, a empresa perdeu o passo quando o foco da evolução tecnológica migrou para os dispositivos móveis. Seu sistema Windows Phone está presente em apenas 3% dos smartphones vendidos no mundo.

Desde 2006, Bill Gates se afastou gradualmente da Microsoft para se concentrar em sua fundação beneficente. Mas ele ainda retém o posto de assessor técnico do CEO Satya Nadella, além de ser um dos maiores acionistas da empresa.

Veja abaixo a íntegra da mensagem que Gates enviou ontem a funcionários da companhia. Ela foi publicada no Twitter por Amit Choudhary. Sua autenticidade foi confirmada ao site The Verge por uma fonte da Microsoft.

Mensagem de Bill Gates

“Amanhã é um dia especial: o 40º aniversário da Microsoft.

No início, Paul Allen e eu estabelecemos a meta de um computador em cada mesa de trabalho e em cada lar. Era uma ideia ousada e muita gente achou que estávamos malucos ao pensar que aquilo era possível.

É impressionante ver quanto a computação avançou desde então. Podemos todos ficar orgulhoso do papel da Microsoft nessa revolução.

Hoje, porém, penso muito mais no futuro que no passado da Microsoft. Acredito que a computação vai evoluir mais velozmente do que nunca nos próximos 10 anos. Já vivemos num mundo multiplataformas. A computação vai se tornar ainda mais onipresente.

Estamos perto do ponto em que computadores e robôs poderão ver, mover-se e interagir naturalmente, possibilitando novas aplicações e dando mais poder às pessoas.

Sob a liderança de Satya, a Microsoft nunca esteve tão bem posicionada para liderar esses avanços. Temos os recursos para impulsionar e resolver problemas difíceis. Estamos engajados em todas as facetas da computação moderna e temos forte compromisso com a inovação.

Em meu papel de assessor técnico de Satya, participo de apresentações de produtos e estou impressionado com a visão e o talento que vejo. O resultado é evidente em produtos como Cortana, Tradutor Skype e HoloLens – que são só algumas das inovações que estão a caminho.

Nos próximos anos, a Microsoft tem a oportunidade de atingir ainda mais pessoas e organizações ao redor do mundo. A tecnologia ainda está fora do alcance de muita gente por ser complexa ou cara demais – ou por não estar disponível.

Espero que vocês pensem sobre o que podem fazer para tornar o poder da tecnologia acessível a todos; para conectar as pessoas entre si; e para tornar a computação pessoal disponível em todos os lugares – mesmo que a própria noção do que um PC pode fazer se infiltre em todos os dispositivos.

Fizemos muitas coisas juntos em nossos primeiros 40 anos. Tornamos mais poderosas as pessoas e as empresas para que realizassem seu potencial. Mas o que mais importa agora é o que faremos em seguida. Obrigado por fazer da Microsoft uma empresa fantástica agora e nas próximas décadas.”