CARREIRA



O Canadá ampliou em 88% o total de vistos permanentes concedidos a brasileiros ano passado

10 motivos do porque não consigue arrumar um emprego

“Por que não consigo arrumar emprego?”. 
Os profissionais que estão em busca de uma recolocação no mercado de trabalho, costumam repetir essa pergunta quase como um mantra.

Entretanto, em meio ao desespero, é importante observar alguns sinais que podem indicar o porquê ainda não conseguiu êxito, principalmente depois de um longo período de procura.

Neste contexto, o consultor de RH Fábio Moreira Rocha indica algumas razões por você ainda estar desempregado.

1. Você não construiu um bom networking

Faça uma pesquisa rápida: não é difícil encontrar alguém que conseguiu algum emprego graças à indicação de um amigo ou ex-colega de trabalho. Por isso, manter uma boa imagem profissional é a chave do sucesso para sua carreira.

2. Você está despreparado

Se o período no emprego anterior foi muito longo, provavelmente você está “enferrujado” no que diz respeito ao que deve mostrar na entrevista e sobre o que as empresas querem saber atualmente. Converse com pessoas que possam agregar esse conhecimento ou contrate um coaching de carreira, ele vai ajudá-lo a desenvolver sua imagem profissional da maneira correta.

3. Você vai mal nas entrevistas

Policie o seu comportamento nos processos seletivos que tem feito. Má postura, gírias, roupas inadequadas, falta de sinceridade, enfim, tudo deve ser considerado na hora de garantir uma boa oportunidade de emprego.

4. Você está exigindo um salário acima da média

As empresas não costumam contratar alguém com uma média salarial bem maior do que a de seus colaboradores. Portanto, tenha o pé no chão, não exija um salário fora dos padrões do mercado e outras regalias, por mais que acredite que mereça.

5. Você é qualificado demais para o cargo que procura

Por mais desesperadora que seja a situação, jamais tente retroceder na sua carreira. Além de correr o risco de não conseguir o emprego, caso consiga, sua qualidade de vida cairá, pois não usará todo o seu potencial criativo.

6. Sua profissão não está em alta

Neste caso, vale considerar mudar de profissão e investir em outro curso técnico ou graduação.


7. Você fala demais

Os extrovertidos costumam falar mais sobre si na hora da entrevista do que de suas habilidades para o trabalho. Se fizerem uma pergunta, simplesmente responda. Sem rodeios, sem usar exemplos distantes.

8.  Ou “de menos”

Não confunda a falta de comunicação com timidez. Os recrutadores sabem reconhecer um profissional tímido e outro que não tem conteúdo. Se não conseguir mostrar tudo que sabe, não vai conseguir emprego.

9. Você não consegue superar a saída de um antigo trabalho

Muitas pessoas têm dificuldades de superar a saída repentina de um emprego, principalmente quando se trata de uma demissão, algumas até entram em depressão. Por causa disso, o desempenho ao procurar um novo trabalho é prejudicado. Se você não está se sentindo bem para ingressar numa nova empresa, não leve ressentimento de seus antigos empregadores, tire um período sabático. Trabalho novo, vida nova!

10. Você é prepotente

Ter autoconfiança e conhecimento de suas habilidades é diferente de acha que é o melhor e consegue fazer sozinho tudo o que mandarem. Esse tipo de atitude pode soar como arrogância e não é admitida caso você for trabalhar com uma equipe, por exemplo.

Date: 18-11-2016


Será que seu currículum é lido pelas empresas? 

Muitas pessoas me perguntam se essa tal ‘candidatura online’ funciona mesmo, afirmando já terem enviado muitos currículos e nunca terem sido chamadas para entrevistas.


O fato é: a disputa hoje está cada vez maior – pessoas de outras cidades, estados e até países estão concorrendo com você – fora as novas gerações que estão entrando com tudo. Não há mais uma pilha de currículos sobre a mesa e não será o ‘papel amarelo brilhante’ que te destacará no meio de tantos currículos.

Hoje, as empresas usam a tecnologia a seu favor. Para você ter uma ideia, em 2014 mais de 226 mil processos foram abertos pelos nossos clientes, com um milhão de posições para ocupar e 92 milhões candidaturas foram gerenciadas no site VAGAS.com.br neste período. Seria insano acreditar que cada recrutador abriu e leu em média 92 currículos por vaga!

Neste post vou tentar trazer uma outra perspectiva para este cenário e apresentar algumas dicas matadoras que farão com que seu CV seja lido pelos recrutadores. E para ilustrar como a tecnologia de match acontece ‘por trás’, vou mostrar um exemplo fictício de busca por carros online:

Neste site há mais de 200 mil ofertas de carros, entre novos e usados. Apliquei o filtro “novos” e, dentre as mais de 50 opções de marca, selecionei a primeira da lista (Chevrolet). Consegui refinar a pesquisa para 1.976 carros, mas ainda não dá para olhar todos eles. No filtro lateral restringi para o ano de fabricação entre 2012 a 2014 e em seguida a pesquisa retornou 462 resultados. Já é 23% do primeiro filtro, mas ainda sim são 39 páginas para ler!

Coloquei mais filtros: 4 portas, combustível Flex, e apenas carros de SP. Cheguei a 96 ofertas ou 8 páginas. Apliquei mais um filtro: preço até 30 mil e cheguei aos finalistas: 6 carros em 1 página! Próximo passo? Entrar em cada oferta e buscar o diferencial de cada uma. Observação: apenas 2 anúncios que conseguiram se vender da maneira transparente e completa, colocando todas as características do automóvel, inclusive a descrição dos itens opcionais e fotos do veículo.

Reflexões:

Você leria as 200 mil ofertas iniciais?
Se seu carro estivesse dentre essa ofertas que pesquisei, quais informações você descreveria no anúncio?
Em linhas gerais este processo é muito parecido com nosso site:

Nossos clientes divulgam suas oportunidades de emprego no VAGAS.com.br;
Você, candidato, procura oportunidades gratuitamente digitando alguma característica do anúncio (por exemplo, cargo) e refinando por nível, região, área etc.
Nossos clientes selecionam os candidatos por meio de buscas de palavras-chaves no CV, refinamento de filtros e/ou performance em testes técnicos ou de perfil online (quando aplicado).
Então a dica principal é: não se esqueça de preencher todos os campos do seu currículo online. Isso incluí caprichar no conteúdo, e se certificar que todas as principais palavras-chaves de sua profissão estão presentes em seu CV digital.


Como enfrentar seus medos na carreira 

Numa das primeiras sensações que Carla Leonato, de 28 anos, sentiu quando teve de assumir, em 2014, o cargo de gerente de trade marketing da Mondelez, fabricante de alimentos, foi medo. Por ser jovem, mulher e dar um grande passo na carreira, ela ficou realmente preocupada.

A essas inseguranças se somou o fato de que a profissional estava mudando de área de atuação, pois, antes da mudança, ela tinha experiência apenas em empresas dos segmentos de higiene e beleza. “Temia não dar conta e não ser bem-aceita na equipe”, diz Carla.

Inseguranças como as da profissional são mecanismos de proteção desenvolvidos por nosso corpo ao longo do tempo. É natural do ser humano sentir um arrepio na espinha quando está em uma situação de perigo iminente, seja um assalto, seja uma reunião importante.

Situações potencialmente perigosas, como enfrentar um ano complicado economicamente (caso do Brasil em 2015), dar um grande passo na carreira ou discordar de um chefe difícil, podem trazer alguma sensação de desconforto.  

Mas o medo tem um aspecto positivo de aumentar a produtividade. “A pessoa se torna mais cautelosa e assertiva”, afirma Marcelo Olivieri, da Talenses, empresa de recrutamento, de São Paulo. Foi o que ocorreu com Carla.

Os temores a ajudaram a compreender o que precisava mudar em suas atitudes para dar conta dos novos desafios. “Passei a enxergar que, na verdade, eu me cobrava muito mais do que os outros”, afirma Carla. Com o tempo, descobriu que uma boa dose de planejamento ajudava a cumprir as tarefas com mais facilidade e diminuía a ansiedade. “Hoje enfrento desafios maiores sem perder o sono.” 

O problema é quando os temores são tão grandes que, em vez de trazer alguma cautela, paralisam. “Em excesso podem sabotar o profissional, que acaba não enxergando o quadro da forma correta”, diz Adriana Fellipelli, da Fellipelli Consultoria, de São Paulo, que usa a neurociência para processos de coaching.

Essa distorção pode prejudicar o desempenho profissional. “A pessoa toma decisões que não fazem nenhum  sentido quando analisadas com calma”, afirma Erica Ariel Fox, consultora americana e autora do livro Winning from Within (“Vencer vem de dentro”, numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil), que orienta profissionais há mais de 20 anos.

Segundo ela, não foram poucas as vezes em que ouviu executivos de renome apontar o medo como a principal causa das decisões erradas. O maior problema é a omissão: o profissional cria um nível de aversão ao risco que o leva a abrir mão de oportunidades para sua carreira ou sua empresa. “É normal confundirmos situações que deveriam requerer alguma atenção extra com algo absolutamente assustador”, diz Erica. 

Quem se vê diante de situações de insegurança deve estar disposto a pedir ajuda — seja a um parente, seja a um amigo — ou, em casos mais graves, a um profissional.

Com essa ajuda externa, torna-se mais simples reparar nas próprias reações e corrigir posturas. “Temos a tendência de querer resolver a situação rapidamente, mas o melhor é aprender a conviver com esse sentimento e agir com calma”, afirma Erica. A ideia é que a pessoa descubra os principais motivos de sua insegurança e trabalhe para diminuí-la. No caso de questões técnicas, fazer um curso ou dedicar-se diariamente aos estudos pode ajudar.

Quando são receios ligados a comportamentos ou relacionamentos, uma conversa franca — ou a simples disposição de se arriscar mais — pode fazer diferença. “É melhor enfrentar a questão e corrigir o rumo do que simplesmente não agir”, diz Marshal Raffa, da consultoria de RH Thomas Case, de Campinas, em São Paulo. A seguir, você descobre o que está por trás de alguns dos principais medos que podem afetar sua carreira e o que fazer para enfrentá-los.


Os sentimentos dos outros 

Há momentos em que é preciso dar um feedback mais duro ou informar colegas e chefes sobre um fato desagradável. Em situações assim, muitos preferem não se posicionar ou perdem a mão e tratam os outros com pouco tato — e, assim, podem perder oportunidades. “Sempre fui direta no meu jeito de falar e sabia que isso poderia me trazer problemas”, diz Renata Galindo, de 29 anos, gerente de logística de uma multinacional do setor farmacêutico.

Ela procurou ajuda de chefes que tinham mais habilidade com a gestão e conseguiu mudar. “Aprendi a me controlar e a tratar os assuntos de forma mais objetiva", afirma. 

Os grandes projetos

O mercado cada vez mais globalizado e competitivo faz com que todo projeto assuma ares de grande tarefa. “Não saber se vai dar conta de um desafio é absolutamente natural até para quem já está em um cargo alto”, afirma Adriana, da Fellipelli.

O medo de não estar preparado para uma responsabilidade maior do que estava acostumado fez com que o administrador Maurício Gentile, de 30 anos, recusasse propostas profissionais. “Não tinha confiança para dar alguns passos”, diz. Foi então que ele resolveu se preparar melhor.

Depois de estudar o funcionamento de mercados internacionais, ele aceitou a proposta para ser gerente de vendas da fabricante de resinas Nitro Química para a Europa. “O medo foi bom porque me fez buscar conhecimento e me preparar para lidar com desafios maiores.” O ideal mesmo é tentar enfrentar o desafio e entender quais habilidades você precisa desenvolver para dar conta do recado, mas não se deixar abater por ainda não estar pronto. 


O risco de errar

Todo profissional cometerá alguns erros durante a carreira. Mas é preciso ter cuidado para que a expectativa do dia em que vai falhar não acabe virando desculpa para não agir. “O medo de errar tem de servir de motivo para procurar mais conhecimento e não para deixar de fazer as coisas”, diz Marcelo, da Talenses. Foi essa a lição que Paula Yamakawa, de 36 anos, diretora de estatística do Ibope Inteligência, aprendeu ao longo da carreira nessa área.

A ideia de que alguma falha em seu trabalho possa afetar os resultados das pesquisas oferecidas aos clientes é uma constante em seu dia a dia. Mas ela aprendeu a se defender. “Procuro sempre embasar muito bem as decisões que tomo, porque isso me dá mais segurança”, afirma Paula.

Mesmo assim, vez ou outra alguma coisa sai do planejado. “Nas próximas vezes redobro minha atenção, mas não posso deixar que a ideia de errar influencie meu trabalho”, diz Paula.

A necessidade de inovar

Fazer as coisas de maneira diferente significa, no limite, sair da zona de conforto. E isso incomoda. Então muita gente se apoia na velha desculpa: “Se deu certo até agora, não tem motivo para mudar”. 

O problema é que, em muitos negócios, continuar fazendo igual não é uma opção. “Antigamente, era difícil prever se uma empresa continuaria existindo em cinco anos”, afirma Erica Fox. “Hoje é difícil dizer se toda uma indústria ainda estará de pé nesse prazo.” Com tanta pressão para inovar, muita gente trava. 

“É um temor ligado ao medo de fracassar. Inovar sempre envolve assumir riscos”, diz Marcelo, da Talenses. Fazer uma análise criteriosa do cenário ajuda a minimizar os erros.

A decepção com o desempenho

A expectativa que as pessoas  colocam na própria carreira é um dos principais elementos para alimentar os medos profissionais. “Jovens que passam por programas de trainee sofrem com isso, pois não sabem se vão entregar o que os outros esperam”, diz Felipe Maluf, sócio da consultoria YCoach, de São Paulo. 

A pressão por resultados fabulosos pode afetar pessoas em qualquer fase da carreira. Ela acrescenta um peso enorme mesmo nas decisões pouco importantes. Um bom caminho para ganhar segurança é buscar aconselhamento com alguém mais experiente. 

O fantasma de ficar sem trabalho

“No fundo, todos os medos que sentimos no trabalho estão ligados ao receio de ficar sem emprego”, afirma Marcelo, da  Talenses. É muito comum também quem passe a ter medo de como o currículo vai ser encarado por selecionadores depois de alguma passagem não muito positiva, como uma demissão ou falência. 

Essa era uma das angústias da administradora Verena Stukart, de 31 anos, quando ela resolveu fundar a Mundipagg, empresa que desenvolve sistemas para pagamento via internet, setor no qual a  executiva tinha atuado antes.  “Arrisquei, mas temia não conseguir me recolocar no mercado caso fracassasse”, afirma Verena. “Foi um dos fatores que mais me fizeram refletir, mas achei que a empresa era promissora e que a experiência de montar um negócio seria válida de qualquer forma.” 

Para que o temor de perder o emprego ou de ficar muito tempo parado não seja paralisante, a orientação é estar sempre preparado para contratempos, tanto com uma boa reserva financeira quanto com a rede de contatos sempre ativa.


10 dicas fundamentais para liderar equipes de alto desempenho
Equipe é muito mais do que simplesmente pessoas trabalhando numa mesma sala. Equipe significa pessoas trabalhando em conjunto, interagindo, respeitando-se e auxiliando-se mutuamente

O simples fato de você trabalhar num mesmo setor com várias pessoas na mesma sala não faz disso uma equipe. Equipe é muito mais do que isso: significa pessoas trabalhando em conjunto, interagindo, respeitando-se e auxiliando-se mutuamente.

Equipes realizadoras e positivas são comandadas por líderes positivos. Entretanto, é preciso entender que equipes eficazes não se formam da noite para o dia. Certos passos importantes devem ser seguidos. Veja as 10 dicas fundamentais.

1. Crie uma missão com a equipe

Equipes que entendem o propósito e o objetivo daquilo que estão fazendo são mais comprometidas do que as que não têm esse foco. A missão deve conter uma mensagem inspiradora que expresse o mais profundo propósito do trabalho que está sendo realizado.

2. Fixe objetivos e metas

Uma equipe de sucesso tem pessoas que trabalham nos mesmos objetivos e dedicam-se aos mesmos propósitos. Faça com que o grupo participe na elaboração dos objetivos e metas de sua área de trabalho. Isso acarretará comprometimento e envolvimento do pessoal. Sempre que possível designe as pessoas para o trabalho que gostam de fazer e para o qual tenham aptidão e conhecimento.

3. Estabeleça as regras do jogo

É uma espécie de contrato psicológico. Dialogue com o grupo e, em conjunto, estabeleça as regras de comportamento e interação da equipe. Assim, você a estará envolvendo na criação de um ambiente de participação e comprometimento que são fundamentais para a maturidade do grupo. As regras de jogo devem incluir necessariamente itens como: espírito de equipe, respeito pelas ideias do outro, confiança mútua, colaboração, diálogo, valores do grupo e criatividade.
É do consultor americano Jon Katzenbach a afirmação: “A noção de que se um fracassar, todos fracassam permeia as equipes de alto desempenho. Profundos compromissos pessoais de cada um para com o crescimento e o sucesso dos colegas é o que mais distingue essas equipes das equipes comuns.”
Quer mais conteúdo exclusivo de Administração e Negócios?
Torne-se um Administrador Premium

4. Fixe a autonomia do grupo

Defina claramente os limites de autoridade e responsabilidade de cada componente da equipe. Isso é feito através da delegação de tarefas. Líderes autênticos delegam tudo o que podem e devem. Eles não delegam TUDO, mas tudo o que podem e devem. E a maior parte das tarefas de um gestor é delegável, porque por mais que você seja produtivo chegará um ponto que será trabalhoso demais fazer tudo sozinho. De todas as ferramentas à disposição do líder, a delegação é uma das mais eficazes porque proporciona o crescimento pessoal e profissional, não só do gestor, como também das pessoas que recebem a delegação, isto é, a equipe. A delegação é um dos instrumentos que mais auxiliam e desenvolvem a competência da equipe.

5. Treine a equipe ininterruptamente

Proporcione regularmente (várias vezes por ano) treinamentos ao seu pessoal, pois isso contribuirá decisivamente para a reciclagem e atualização deles Faça-os participarem de estágios, cursos, palestras, seminários, assistirem DVDs, dar palestras etc. Não tenha receio de sombra. Invista em você e em sua equipe de trabalho. Todos, inclusive você, crescerão muito com isso. Queira ser lembrado como alguém que ajudou os outros a crescer, em vez de ser apontado como o gestor inseguro que tolheu e boicotou seus liderados.

6. Acompanhe os trabalhos

Acompanhe as atividades dos liderados com base no desempenho pré-fixado em comum acordo entre você e cada componente da equipe, conforme mencionado no item dois (objetivos e metas). Não se pode exigir o que não foi acordado nem definido previamente. A avaliação deve levar em conta a qualidade, a quantidade e os prazos concordados.

7. Forme a equipe com base nos conhecimentos

Ao formar a equipe leve sempre em conta os conhecimentos, experiências e habilidades das pessoas. Evite compor um grupo baseado nas personalidades dos indivíduos porque isso pode mais atrapalhar do que auxiliar nos trabalhos. Às vezes o indivíduo é muito simpático, ou então empolgado, ou brincalhão, mas se não tiver os conhecimentos necessários para participar de algum projeto ou atividade, de pouca utilidade será. Também pessoas com personalidades fortes e impositivas têm dificuldade em dialogar e trocar ideias com o grupo. Não significa que você deva isolá-las, pois nem sempre isso é possível em função da realidade que você vive. Mas dê prioridade aos conhecimentos e capacidades de cada um ao compor a equipe, pois é o que manterá o grupo focado e produtivo.

8. Promova o trabalho de equipe

Estabeleça planos de desenvolvimento profissional para cada um de seus colaboradores e  faça com que todos se auxiliem mutuamente. Sempre que possível, estimule projetos ambiciosos e faça com que os resultados sejam fruto de um trabalho em conjunto e não, apenas,  individual. Faça com que a equipe tenha orgulho de si mesma e terá plantado a semente do compromisso e da produtividade. Bernardinho, o campeoníssimo técnico da seleção brasileira de vôlei, afirma com propriedade: “Não importa o tamanho do seu talento se você é incapaz de fazer parte de um grupo, de uma comunidade, e se você dá mais importância ao “eu” do que ao “nós”.

9. Faça reuniões produtivas

Uma das maiores pedras no sapato dos líderes são as reuniões. Poucas ferramentas de otimização do uso do tempo são tão vilipendiadas, tão mal utilizadas e conduzidas com tanto despreparo como a reunião. Minha experiência de consultor tem revelado que a maioria das reuniões são mal lideradas e mal conduzidas, por inexperiência e desconhecimento das regras básicas que as norteiam. Não obstante, poucas ferramentas são tão úteis na busca de eficiência, eficácia e desenvolvimento de equipes como as reuniões bem conduzidas. Se liderar reuniões não é o seu ponto forte, sugiro que faça um bom curso sobre esse assunto.

10. Promova maior convívio

Equipes produtivas e motivadas têm muito tempo de convívio. É importante que os membros do grupo convivam e se conheçam mutuamente porque permite que eles interajam mais, dialoguem, troquem ideias e passem a confiar uns nos outros. Algumas formas de ensejar maior convívio na equipe são: reuniões ordinárias, formação de comitês, trabalho em projetos conjuntos, reuniões para solucionar problemas específicos, happy hour, comemoração de aniversários.

Texto extraído e condensado do livro “O Poder da Liderança”, de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora. Para maiores detalhes sobre o livro acesse www.quebrandobarreiras.com.br seção de LIVROS.


Num mundo corporativo em que reina o consenso, chefe durão sai da moda

Quando se trata de chefes, qual é o limite da falta de flexibilidade?
Em uma época onde o padrão no ambiente de trabalho é de cooperação e consenso, ser um líder intransigente é mais arriscado do que costumava ser, de acordo com executivos e pesquisadores sobre liderança.

A repentina demissão este mês da editora executiva do jornal americano "New York Times", Jill Abramson — que tinha fama de ser uma gestora direta e dura —, alimentou discussões sobre o quanto um líder moderno deve suavizar seu estilo para ser eficaz.

Cerca de 20 anos atrás, chefes implacáveis como o ex-presidente do conselho da Sunbeam Corp., Albert Dunlap, conhecido como "Motosserra Al", administravam empresas sem nunca suavizar suas ações. Hoje, tais táticas devem ser adotadas com cautela, diz Robert Sutton, professor da Universidade de Stanford e autor de livros sobre o relacionamento entre patrões e empregados como "The No A—hole Rule: Building a Civilized Workplace and Surviving One That Isn't"("Sem regra idiota: Construindo um ambiente de trabalho civilizado e sobrevivendo a um que não é", em tradução livre) e "Bom chefe, mau chefe – Como ser o melhor e aprender com o que há de pior" (editado no Brasil pela Editora Bookman).

"Entre os gestores de nível médio, [ser agressivo] provavelmente é útil para alavancar sua carreira, mas você precisa desenvolver sua personalidade à medida que fica um pouco mais velho", diz Jim Lillie, diretor-presidente do conglomerado Jarden Corp., cujas marcas incluem a Mr. Coffee, Crock-Pot e os equipamentos para camping Coleman.

Os chefes também têm que estar cientes que seus papéis são cada vez mais públicos, com as redes sociais e as comunicações eletrônicas expondo questões que antes ficavam dentro da empresa, diz Sir Martin Sorrell, diretor-presidente da agência de publicidade WPP WPPGY PLC, com sede em Londres. "Agora, tudo o que você escreve, tudo o que você diz, você tem que pensar para que não vá parar na capa do The Wall Street Journal."

Depois que o diretor-presidente da AOL, Tim Armstrong, demitiu um subordinado durante uma teleconferência em agosto passado com uma unidade empresa, a Patch, uma gravação em áudio foi rapidamente disponibilizada on-line, gerando revolta contra a demissão. Armstrong depois pediu desculpas sobre a forma como demitiu o funcionário, ressaltando as "situações difíceis" que surgem quando se promove a reestruturação de uma companhia.

Em outro incidente, este ano, Armstrong citou o custo com "bebês estressados" como um fator das mudanças no plano 401 (k) da AOL e provocou controvérsia, desculpas públicas e uma reversão das mudanças. Um porta-voz da AOL não quis comentar nem disponibilizar Armstrong para conceder uma entrevista.

Paradoxalmente, os trabalhadores afirmam que valorizam a gentileza em seus chefes, mas preferem, contudo, líderes que os desafiam.
Uma pesquisa realizada em setembro pela empresa de gestão Kronos Inc. descobriu que 40% dos entrevistados listaram "compaixão" como um dos mais importantes atributos de um bom gestor.

Quando questionados sobre escolher entre um chefe exigente e com alto grau de realização e outro gentil, mas ineficaz, 75% optaram pelo primeiro.

Alguns líderes, como o ex-diretor-presidente da General Electric Co., GE Jack Welch, cultivaram uma reputação de inflexibilidade. Welch ganhou o apelido de "Nêutron Jack" no início dos anos 80 por transferir para fora dos Estados Unidos algumas operações e demitir milhares de trabalhadores.

Mas Welch equilibrava sua fúria com justiça, respondendo a questões de trabalhadores de todos os níveis durante reuniões e promovendo rapidamente aqueles com melhor desempenho independentemente da idade, diz Sydney Finkelstein, professor de gestão na Faculdade de
Administração Tuck, do Dartmouth College.

No "New York Times", as razões específicas da demissão de Abramson permanecem obscuras. Em nota, o editor Arthur Sulzberger Jr. citou "decisões arbitrárias, falta de consulta aos colegas, comunicação inadequada e tratamento desrespeitoso de colegas em público". Abramson não pôde ser encontrada para comentar.

Daniel Hamburger, que supervisiona cerca de 14.000 funcionários como diretor-presidente do DeVry Education Group, diz que hoje não existe mais espaço para autoritarismo nas empresas. "Existe muito mais necessidade de genuinidade, autenticidade e respeito."

Sutton, de Stanford, descreve dois tipos de "idiotas" no mundo empresarial: aqueles que humilham e desmotivam os colegas e aqueles que colocam suas próprias necessidades acima das da companhia.

Quando os chefes precisam que as coisas sejam feitas, gritar ou olhar irritado para os subordinados pode ser a coisa certa fazer, dependendo da cultura da empresa, e isso está entre o "leque de técnicas que você pode usar como gestor", diz Sutton.

Mas algumas companhias estão se posicionando formalmente contra os idiotas. O diretor-presidente do Netflix Inc., Reed Hastings, afirmou que a empresa não precisa de "idiotas brilhantes" em uma apresentação publicada on-line. Segundo ele, o "custo efetivo para a equipe é muito elevado".

Uma pesquisa realizada por Victoria Brescoll, professora assistente de comportamento organizacional da Faculdade de Administração da Universidade Yale, mostra que mulheres furiosas no ambiente de trabalho são percebidas mais negativamente que os homens. Carly Fiorina, que foi diretora-presidente da Hewlett-Packard Co. por seis anos e liderou uma fusão controversa com a Compaq Computer Corp., diz que as mulheres que ocupam cargos de liderança são mais criticadas que os homens. "O que é considerado como 'apropriadamente exigente' em um homem é interpretado como rude em uma mulher", diz ela.

04/06/14
Fonte: The Wall Street Journal

As 5 melhores áreas para quem quer abrir uma startup

Conheça segmentos promissores para empreender na área da tecnologia

Armazenamento de dados é um dos mercados promissores para quem pensa em abrir startup


O processo de abertura de um negócio envolve inúmeras dúvidas. A primeira diz respeito ao segmento de atuação da empresa. Para quem está começando e se interessa por tecnologia, uma das escolhas é criar uma startup, empresa com elementos de inovação e possibilidade de crescimento rápido.

O instituto americano IbisWorld divulgou uma pesquisa com as áreas mais promissoras para empreendedores que tenham vontade de criar uma startup. O estudo é baseado em um universo de mil empresas analisadas. A partir dos números dessas companhias, o instituto traçou uma estimativa de faturamento global para cada setor. Confira:

1) Desenvolvimento de aplicativos para celular
Há 10 anos, o mercado de smartphones era praticamente nulo. O de software para esses aparelhos, então, nem existia. Hoje, com a massificação desses celulares, o setor de desenvolvimento de aplicativos entrou em ebulição. A perspectiva é que ele continuará promissor por bastante tempo, segundo o IbisWorld: o estudo estima um crescimento anual de quase 30% no mercado de desenvolvimento. Em 2019, o faturamento das empresas especializadas em aplicativos deve chegar a US$ 34,7 bilhões.

2) Impressão de Fotos On-line
O mercado de fotografia vem sofrendo mudanças significativas em curtíssimos espaços de tempo. No começo deste século, houve a transição da foto analógica para a digital. Depois, a popularização dos smartphones e de redes sociais, como o Instagram, trouxe mais uma reviravolta.

Agora, é possível enviar imagens – depois de embelezá-las com os mais diversos filtros – diretamente para empresas de impressão. Por sua vez, essas companhias mandam as as fotos direto para o endereço dos usuários. O estudo prevê um crescimento anual de 15,3%, em média, até 2019. As empresas do setor devem faturar, juntas, US$ 2,5 bilhões daqui a cinco anos.

3) Serviços de hospedagem e processamento de dados
Esses segmentos não carregam mais a aura da novidade, mas têm bastante relevância. Empresas que hospedam sites e realizam o processo mecanizado de dados devem crescer 4,4% anualmente até 2019. Em cinco anos, a receita do setor deve ultrapassar US$ 90 bilhões, de acordo com o levantamento.

4) Segurança em TI
O medo de ataques de crackers fez a demanda por serviços de segurança em tecnologia da informação aumentar consideravelmente. Nos próximos cinco anos, empresas que impedem espionagem e sabotagem de dados devem faturar 8,2% a mais, ano após ano, até 2019, por seus serviços.

5) Impressão 3D
Foi-se o tempo em que impressões eram apenas tinta sobre papel. Agora, é possível imprimir muitos produtos físicos, de peças para carros a comida. O mercado de impressão em três dimensões vem crescendo a taxas de 16,2% ao ano. A partir de 2014, o faturamento do setor deve subir, em média 31,1% ao ano até 2019.

15/05/14

fonte: Revista Pegn

Diretor, CIO e gestor de compras estão entre as funções mais estressantes de TI aponta estudo
26 de julho de 2012


As funções de diretor executivo/administrador, gestor de aquisições de TI e CIO estão entre as dez mais exaustivas na área de tecnologia da informação, sendo que a maioria dos profissionais cita, entre as habilidades exigidas para o desempenho de suas atividades, muita capacidade mental e atitudes de “bombeiros, treinadores, corredores e maratonistas, diplomatas e até mesmo inventores”.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Emerson Network Power, subsidiária da área de sistemas de energia do grupo Emerson, para o qual foram ouvidos cerca de 800 profissionais de TI na Ásia, Europa, América Latina e nos Estados Unidos.

A pesquisa revela que, com a facilidade de acesso a smartphones e à internet, as empresas esperam que esses profissionais estejam sempre ligados e disponíveis 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Quando foi pedido que descrevessem uma situação na qual eles tivessem de sempre estar à disposição, os comentários típicos incluíram: “Tenho de estar ligado do mesmo jeito que o sistema precisa ser executado 24 horas por dia” ou “temos um prazo restrito para concluir projetos, enquanto trabalhamos para apagar outros incêndios”.

De maneira geral, a pesquisa constata que todas as atividades de TI são extremamente exaustivas, com uma pontuação média de 71 pontos, de 0 a 100 na escala de “disponibilidade necessária”. Em média, profissionais de TI precisam estar disponíveis para trabalhar 119 horas a cada semana de 168 horas. Além disso, em geral, quanto mais alto o nível do emprego, mais exaustivo ele é.

Os participantes da pesquisa elegeram os seguintes funções empregos mais exaustivos em TI:

1.    Diretor executivo/administrador

2.    Responsável por aquisições de TI

3.    CIO

4.    Diretor/gerente de TI

5.    Operações de TI

6.    Gerente de data center

7.    Engenharia

8.    Segurança de TI

9.    Desenvolvimento de software/aplicações

10.  Gerenciamento de banco de dados

Os profissionais de TI na primeira posição têm títulos de trabalho, como administrador, líder, chefe de departamento e diretor. Todos os consultados que cumprem esse papel concordam que trabalham em vários projetos ao mesmo tempo, e que os suas tarefas exigem um nível elevado de inteligência. Apenas 25% concordam, ou concordam totalmente, que o sucesso depende de coisas que estão fora do seu controle. Em outras palavras: são os responsáveis pelo sucesso e isso se traduz em exigências de trabalho exaustivas.

Como disse um diretor: “Tenho de estar sempre disponível para uma emergência, alerta e forçando os limites para poder oferecer resultados aos nossos clientes”. A exigência de disponibilidade contínua foi uma constante no grupo. Um dos participantes resumiu isso muito bem: “Sempre disponível, sempre disponível, sempre disponível”.



Mercado quer profissional de TI que entenda de negócios
06 de julho de 2012


São Paulo – Já se foi o tempo em que os especialistas em sistemas de informação ou computação trabalhavam isolados nas áreas de tecnologia das empresas e apenas resolviam os problemas tecnológicos dos outros setores. “Hoje, o profissional de TI está mais próximo da área de negócios”, diz Henrique Gamba, especializado em recrutamento para TI da Hays.

Para que o profissional tenha mais noção de administração, o bacharelado em sistemas de informação ou ciências da computação é cada vez mais valorizado. “No bacharelado, o candidato aprende detalhes do processo administrativo, coisas além do ‘tecniquês’. Ele acaba tendo uma visão mais estratégica”, explica Gamba. Com esse conhecimento, o bacharel acaba se tornando uma importante ponte entre a área de negócios (compreende as demandas) e de TI (traz ofertas): “Ele atua como um tradutor”, complementa o especialista.

A área tende a ser mais requisitada conforme o setor de TI cresce nas empresas e oferece mais empregos. Esse profissional agora pode ser mais proativo: ele alavanca os negócios, não apenas ajuda em soluções de tecnologia. Além disso, há diversos setores que um profissional com bacharel em sistemas de informação pode trabalhar. “Nós buscamos esse bacharel para trabalhar em arquitetura de sistemas, administração, programação – não é um profissional que se limita”, diz Gamba. Para o especialista, o diploma da graduação pode até ser mais demorado que uma formação técnica, mas traz algumas vantagens importantes.
Fonte: Exame

Avaya tem novo comando
10 de outubro de 2011


A Avaya, fornecedora de soluções de comunicação corporativa, tem um novo comando no Brasil. Nelson Campelo assumiu a presidência da subsidiária, passando a se reportar ao vice-presidente da região Americas International, John DiLullo.

Com mais de 20 anos de experiência no setor de tecnologia e telecomunicações, Nelson junta-se ao time da Avaya com o objetivo de fortalecer o posicionamento da empresa no mercado brasileiro de comunicações corporativas.

Entre os principais desafios do executivo frente ao novo cargo, destacam-se a expansão do portfólio Avaya na base de clientes; o crescimento acelerado dos negócios de comunicação de dados; o aumento da participação de mercado nas pequenas e médias empresas; e a ampliação da cobertura de canais visando aumentar a presença geográfica da Avaya no Brasil.

Nelson Campelo é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Antes de se juntar à Avaya, ele foi o principal executivo da unidade de soluções de negócios para a América Latina da Nokia Siemens Network (NSN). Ele passou também pela IBM, LHS, Scient e CPM (atual CPM Braxis).



O que é preciso para ser um líder de TI proativo
17 de junho de 2011


A idéia de que os profissionais de TI não precisam de visão de negócios é um mito destrutivo. Como um profissional de TI que desejam fazer um impacto duradouro e estratégico em sua empresa, você deve ser um parceiro proactivo na realização de seus líderes o que deseja alcançar. O valor da TI está sob ataque a cada dia. Uma abordagem muito mais produtiva, encapsulado na proposição de valor de TI. Qualquer líder de TI que quer uma carreira duradoura, suas principais equipes fazem contribuições significativas para a performance do negócio. Os líderes empresariais não são susceptíveis de obter TI até que você explique o seu valor a eles de maneira que eles entendem.Uma vez que você começar a fazer isso, você vai ganhar o respeito deles. Eles irão considerá-lo um parceiro pró-ativo e um poderoso aliado para alcançar o sucesso para eles e para a empresa.

Como convencer o CEO a viabilidade de um projeto
15 de junho de 2011


O segredo é entender sua personalidade, liderança e estilo de tomada de decisão e usar uma linguagem de negócios. Não é nada fácil exercer a tarefa de argumentar com o CEO. Este é um dos papéis do Chief Information Officer (CIO). CIOs que nunca se reportaram ao CEO têm de ser especialmente cuidadosos e compreensíveis ao discutir os assuntos da TI com o superior. Mas aqueles que pensam que devem evitar confrontos com o diretor-executivo estão enganados. Nem todo CEO quer ouvir “sim” sempre, por vezes discordar e debater ideias são ações bem-vindas.


“O líder de TI não está ali apenas para receber ordem e executá-las”, diz Peter Kretzman ex-CIO e CTO que atua hoje como consultor de TI. Concorda com ele Bill Rosenthal, CEO da Communispond, empresa de desenvolvimento de liderança que se especializou em comunicação. "Os CEOs mais bem-sucedidos reconhecem que a diversidade de opiniões, muitas vezes, faz a organização funcionar melhor", acrescenta.

Atritos com o CEO não significam uma situação ruim. O segredo para argumentar com ele e convencê-lo de que determinada atividade ou projeto ajudará no sucesso dos negócios é entender sua personalidade, liderança e estilo de tomada de decisão. Também é recomendado usar a linguagem de negócios.

CIOs e consultores de comunicação listam abaixo 13 dicas, que aprenderam ao longo da trajetória profissional, para convencer o CEO sobre a execução de projetos. 

1. Considere a cultura da empresa. CIOs que atuam em companhias que possuem problemas anteriores na TI podem se encontrar no meio de um fogo cruzado. Começar um projeto que fracassou anteriormente pode ser um desafio. CIOs que passaram a atuar em ambientes como esses terão de avaliar cuidadosamente a gestão anterior para ter um ideia sobre os gastos de TI, afirma Mitch Davis, CIO da Bowdoin College em Brunswick (ME). Os CIOs devem respeitar esses processos e preparar business cases para justificar os investimentos em TI, diz.

2. Identifique o estilo do CEO. Alguns diretores gostam de assumir riscos e se orgulham da rápida tomada de decisão, enquanto outros são mais conservadores. Por isso, é preciso identificar qual é o estilo do seu superior. Assim, você saberá quais são as técnicas de comunicação que devem usar para influenciá-lo, diz Cido Wentworth, consultor sênior da Ouellette & Associates e um dos autores do livro Unleashing the Power of IT (Wiley 2011). 

Davis sabe que seu superior, presidente Barry Mills, é rápido para compreender as complexidades, absorver grandes quantidades de informação e tomar decisões. Assim, Davis sabe ser sucinto com a explicação de projetos que ele pensa que a faculdade deve implementar. Ele também sabe dar respostas às preocupações específicas de Mills sobre TI e qual o efeito que o projeto terá sobre as pessoas. 

Rosenthal diz que já trabalhou para um chefe que dizia ‘não’ para tudo. "Percebi, ao longo do tempo, que para ser persuasivo, eu tinha de aceitar dois ‘nãos’ para obter uma resposta positiva", afirma.

3. Fale a linguagem dos negócios. Nick Goss, diretor-executivo e consultor de gestão de Polardene, observa que ainda é comum CIOs falarem em linguagem técnica com os CEOs.

"Se você está falando sobre as despesas de TI, duas coisas podem acontecer", avalia Goss. "Primeiro: você não será compreendido. Segundo, o projeto não vai ser relevante na agenda do CEO, já que esses executivos estão preocupados com o aumento das receitas, expansão para novos mercados etc. Por isso, a necessidade de ser objetivo e usar linguagem adequada."

Por exemplo, ao falar sobre a necessidade de um orçamento maior de TI, Goss recomenda segmentar os custos de TI de acordo com os atividades que serão desenvolvidas. "Normalmente, um orçamento de TI é expresso em silos. O data center custa milhões de dólares, o desenvolvimento de aplicações custa mais um tanto e o investimento em manutenção é outro”, diz Goss.

É aconselhável mostrar o percentual ou os custos necessários para manter o data center. Faça o mesmo para os outros elementos do orçamento de TI, como manutenção e desenvolvimento de aplicações. Goss sabe que é uma tarefa difícil, mas segundo ele, um orçamento baseado em atividades prova ao CEO que TI não é somente um centro de custos. 

4. Seja breve. Wentworth, da Ouellette & Associates, diz que um dos erros mais comuns que os CIOs cometem ao tentar convencer o CEO é ser prolixo. "Os CIOs não chegam ao ponto", assegura. "E os CEOs não têm tempo para ouvi-los”, alerta. Foco é o primeiro passo antes de abordar o superior. Depois, fale sobre os custos e os resultados para os negócios. 

5. Antecipe perguntas que o CEO pode fazer. Kretzman diz que questões aparentemente óbvias, por vezes, podem confundir os líderes de TI. "Durante a abordagem, eu vejo pessoas de tecnologia sem qualquer referência em relação aos custos e ao cronograma do projeto", afirma.

Por isso, esteja preparado para responder perguntas simples, acrescenta o executivo. Essas perguntas incluem: quanto o projeto vai custar, quando podemos tê-lo, o que será deixado de lado se desenvolvermos esse projeto?

Goss diz que "uma questão completamente razoável" o pegou desprevenido certa vez quando foi falar sobre a implementação de um firewall. "Por que precisamos gastar tanto dinheiro? Por que não podemos gastar 80% desse valor?", perguntou o chefe de Goss na ocasião.

Ele lembra que não teve resposta imediata, pois não tinha previsto isso. Goss percebeu que o COO, que fez a pergunta, estava tentando descobrir qual era o nível de risco que a empresa poderia ter se gastasse menos em uma tecnologia tão vital quanto um firewall. Goss voltou para o seu departamento e junto com sua equipe reescreveu o business case e incluiu termos de risco. Feito isso, ele recebeu a aprovação para o investimento.

6. Não leve as perguntas do CEO para o lado pessoal. Coloque o seu ego de lado e entenda que o trabalho do CEO é fazer perguntas. "Um CEO é um pensador crítico que não apenas aceita o que lhe disserem", assegura Kretzman. "Eles olham para o lado mais fraco dos argumentos”, assinala.

7. Dê respostas realistas. Nada frustra mais um CEO do que o excesso de promessas. "Eles ficam impacientes e frustrados quando não conseguem obter respostas claras, ou quando sentem que os CIOs não têm confiança ao responder”, diz Kretzman. 

Estimativas erradas de custo e de cronograma também abalam a credibilidade de um CIO, acrescenta Davis. "É melhor abordá-lo com o projeto certo pelo preço adequado e explicar por que tem de ser assim do que construir algo inviável", diz. "Caso contrário, você vai contribuir para arranhar a credibilidade de TI não só para o CEO, mas para toda a empresa.”

8. O meio é a mensagem. O PowerPoint não fará toda a tarefa. Por vezes, você tem de ser criativo quando quer convencer o presidente a apoiar uma mudança. 

Davis, por exemplo, criou um vídeo quando apresentou um projeto para automatizar os processos de RH. Ele sabia que o presidente da Bowdoin não queria fazer mudanças na área e que a única maneira de convencê-lo era mostrar na prática os gargalos nos processos de negócios. O CIO mostrou o vídeo aos administradores da Bowdoin e obteve o aval para prosseguir com o projeto. O presidente também aprovou.

9. Conquiste o apoio das pessoas. Outra estratégia para convencer o CEO é formar um exército de profissionais que apoiam você. Davis utilizou essa arma quando estava tentando convencer o chefe a investir em um sistema de informação sobre os estudantes de milhões de dólares.

Primeiro, ele passou um ano reunindo o apoio de alunos e professores, que começaram a pressionar o presidente para a atualização. O CEO ainda não estava convencido. Assim, Davis trabalhou na redução do custo do projeto e conquistou mais pessoas que abraçaram a causa. Três anos mais tarde, quando o presidente viu que a comunidade universitária estava por trás do projeto - e todas as mudanças de processos de negócios que iam ser criadas - ele deu o sinal verde.

10. Saiba quais são os desejos do CEO. A segunda razão pela qual o presidente do Bowdoin autorizou a implementação do sistema de informação foi porque a mudança poderia torná-lo muito popular na cidade, dado o apoio que o projeto teve de alunos, professores e administradores, observa Davis. Se o presidente tivesse vetado o projeto, poderia se tornar o inimigo da comunidade.

11. Cuidado com as palavras. Se você está tendo problemas para obter o aval de um projeto, um argumento mal colado pode tomar um rumo pior ainda. Quanto mais emocional foi o argumento, mais provável que você perca a causa. Então, tome cuidado com o que diz e como diz.

Por exemplo, afirma Wentworth, em vez de dizer ao presidente “você não entende", você pode dizer "eu não tenho certeza se fui claro ao falar sobre as vantagens". Ao fazê-lo, acrescenta, você dá ao CEO a oportunidade de fazer perguntas. "Ao dizer que ele não entende, o CEO não vai mais se interessar pelo projeto", acredita Wentworth.

12. Não coloque seu trabalho em jogo. Um dos argumentos mais dramáticos que se pode fazer para demonstrar que um determinado projeto é de interesse da empresa é dizer ao CEO - com toda a seriedade - que você vai sair se a implementação não for bem-sucedida. "Os projetos são grandes e há muito dinheiro envolvido para o profissional dizer que não vai funcionar", aconselha Davis.

13. Saiba quando desistir. "Se o CIO já apresentou os termos do business case e o CEO ainda assim disser que ele não poderá ser executado não o culpe” recomenda Goss. 

Então, o que um CIO deve fazer quando o CEO disser não a um projeto, orçamento ou cronograma que você sabe que de fato vai pôr em risco a companhia? 

Kretzman deixou um trabalho em que o presidente queria implementar um sistema de CRM em um cronograma que Kretzman sabia quer era impossível. O CEO queria que a empresa começasse a usar o software assim que fosse instalado, esquecendo-se do treinamento. Kretzman sabia que seria um desastre. Sem argumentos, ele saiu da companhia.

Kretzman diz que a implementação de CRM foi, de fato, um fracasso e que a empresa abandonou o software após ter investido altas quantias de dinheiro. Se Kretzman tivesse ficado, teria sido associado a um projeto fracassado.

Um CIO deve deixar um projeto fadado ao fracasso da mesma forma que outro executivo deve deixar a organização em casos de atividades fraudulentas, nota Kretzman. "Se um membro do conselho ou CFO é conhecido por fazer vistas grossa para ações ilegais, você tem de estar disposto a deixar o cargo", finaliza.

Redes Sociais impedem seu crescimento profissional para 44% das empresas
27 de Maio de 2011

---
Cuidado com o que posta nas redes sociais, pois para 44% da empresas há eliminação de candidatos por identificação de perfis inadequados. As redes sociais passam a exercer um papel decisivo também nos processos seletivos de empresas. É o que afirma a Pesquisa Internacional de Mercado de Trabalho realizada pela empresa de recrutamento Robert Half com 2.525 executivos das áreas de finanças e de recursos humanos de 10 países.  “A principal preocupação dessas empresas é constatar que o perfil nesses meios é muito diferente do que foi descrito no currículo”, afirma Ricardo Bevilacqua, diretor da Robert Half para a América Latina. Apenas 17% afirmam não se deixar influenciar pelas redes sociais, enquanto os 39% restantes dizem que fariam uma entrevista antes de tomar a decisão final. Os executivos brasileiros também afirmaram que utilizam a rede LinkedIn para verificar a veracidade das referências apresentadas nos currículos dos candidatos a uma vaga de emprego. 46% deles fazem isso sempre, enquanto 43% fazem essa verificação apenas com os candidatos que já foram entrevistados. Mas como discernir que aspectos da rede fazem parte apenas da vida pessoal da pessoa? “ Quem contrata sempre busca aspectos profissionais na hora de descartar o candidato; as questões pessoais são analisadas em outro nível, como, por exemplo, saber se o candidato faz algum tipo de trabalho voluntário, o que com certeza conta como um ponto positivo”, afirma Bevilacqua. “Os temas que mais causam desclassificação são relacionados a sexo e a qualquer tipo de discriminação.” Para Bevilacqua os processos de recrutamento no Brasil estão se tornando cada vez mais desenvolvidos, aproximando-se de padrões internacionais. “As empresas sabem que precisam ser mais assertivas nesse aspecto, porque os custos relacionados a uma contratação errada são muito altos”, explica.

Segundo a pesquisa, a primeira coisa que a maior parte (36%) das empresas brasileiras analisa em um currículo é a experiência profissional do candidato; 29% delas buscam as qualificações profissionais, que seriam adquiridas em trabalhos anteriores, e 13% conferem primeiro a formação do candidato. Todas as empresas sabem que, para conseguir vantagem no processo seletivo, alguns concorrentes à vaga costumam exagerar no currículo. Para 48% dos entrevistados, o candidato faz isso nas responsabilidades que teve no seu trabalho anterior ou atual; 46% acreditam que isso ocorre nas habilidades em idiomas; 42% afirmam que eles exageram na hora de explicar os reais motivos para deixar seu trabalho anterior / atual. Nenhuma das empresas entrevistadas afirmou que acredita que os concorrentes não mentem em nenhum dos quesitos listados.


Carreiras do momento no mercado de TI 
25 de outubro de 2010

Pesquisa da IBM mostra que profissionais com conhecimento em cloud e mobilidade serão os mais procurados nos próximos 5 anos. O Mercado de computação em nuvem e de aplicações em plataformas móveis são listados nos ranking das principais tendências de tecnologia já ha algum tempo , mas em 2011 esses segmentos devem realmente decolar. Na pesquisa realizada pela IBM 91% dos dois mil profissionais ouvidos esperam que a computação em nuvem superem a infraestrutura tradicional como modelo primário de entrega de computação até 2015 e 55% acreditam que no mesmo período as aplicações para dispositivos móveis ultrapassem os modelos tradicionais de desenvolvimento para PCs e servidores. Mas a pergunta fica, e os profissionais dos datacenters? Devem projetar catálogos de ofertas, definir template de oferta, além de escrever fluxos de trabalhos técnicos e de negócios para automatizar requisições de serviços. No campo das aplicações, aprender como as plataformas são construídas e mudar a metodologia de desenvolvimento. Entender a experiência do usuário é mais importante do que nunca.Outro conhecimento fundamental será o HTML 5. Além dessas duas vertentes o BI deve oferecer também oportunidades de crescimento na carreira. Quanto a indústria o maior potencial está entre as telecomunicações, saúde, serviços financeiros e energia.