CARTÃO DE CRÉDITO DIGITAL VIRA FEBRE NO BRASIL: VALE A PENA TER UM?

Nubank fez história ao iniciar operação. Hoje em dia, consumidor tem Agibank, Credicard Zero e Pag à disposição, entre outros.




Quando se trata de cartão de crédito digital, o erro mais comum é confundi-lo com cartão de crédito virtual. Embora tenham nomes praticamente iguais, os serviços são diferentes. O que é chamado de cartão digital é um cartão comum, físico, tal como o que você já tem do seu banco.

A diferença do cartão digital para o tradicional está principalmente na forma de solicitar, que é toda online. Além disso, a já mencionada ausência de taxas de manutenção é uma característica comum a todos os serviços do tipo. 

Mas a aparência e forma de utilização é a mesma do velho cartão com anuidade, pedido na agência bancária. O cartão virtual, por sua vez, é um recurso para fazer compras pela internet de forma mais segura. 

Ele possui um número diferente do cartão físico, assim como data de validade e código de segurança. Por existir apenas virtualmente, ele é gerado imediatamente pelo aplicativo, e pode ser apagado também a qualquer momento.

A velocidade e a falta de burocracia para abrir conta em uma plataforma digital é o grande diferencial desse serviço. Prometendo uma vida livre das filas de banco, Nubank, Agibank, Pag e Credicard Zero trazem aplicativos para Android e iPhone (iOS), por onde o cliente faz todas as operações financeiras.

De maneira resumida, os apps pedem para que o usuário forneça dados pessoais como CPF, RG, endereço e telefone, além de dar informações de renda e profissão. Os sistemas também pedem o envio de uma selfie e a digitalização dos documentos, que são registrados para análise. 

O cartão de crédito é emitido caso o usuário seja aprovado nessa avaliação, que considera se a pessoa está negativada e outros dados financeiros.

fonte: techtudo

Recém-formados sofrem para conquistar o primeiro emprego

Especialistas explicam qual o impacto da falta de experiência profissional no mercado e como driblar as dificuldades para conquistar uma vaga



O desemprego atinge 12,6 milhões de brasileiros segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) do IBGE, e os jovens, mesmo aqueles com diploma universitário, engrossam esses números.
Os dados mostram que a taxa de desemprego entre os jovens brasileiros com idade de 18 a 24 anos é mais que o dobro da taxa da população em geral. Enquanto a taxa geral ficou em 12,4% no segundo trimestre, entre os jovens esse percentual salta para 26,6%.
Daniela Ora Santos fez faculdade de tecnologia e marketing em uma universidade particular de São Paulo, mas mesmo com o diploma na mão, a jovem de 30 anos continua à procura de um emprego em sua área.
“Trabalhei em um salão de beleza por 5 anos, comecei como recepcionista e depois passei a cuidar das redes sociais e mídias digitais, mas percebi que ali não havia espaço para crescer profissionalmente”, conta. “Decidi largar o emprego para tentar algo na minha área, mas faz meses que estou procurando e está muito difícil.”
Enquanto procura um emprego formal, Daniela faz alguns trabalhos pontuais de casa. “Minha maior dificuldade é que não tenho experiência na minha área, mas como terei se não consigo uma oportunidade?”.
Para Fernando Gaiofatto, gerente de Catho Educação, o número alto de jovens que estão desempregados tem motivo: a “retração do mercado e um aumento do número de pessoas formadas na graduação nos últimos anos”. Como explica Gaiofatto, com menos vagas disponíveis, as empresas priorizam contratar profissionais que tenham mais experiência e que são mais qualificadas. “Esse cenário atinge em cheio os recém-formados e aqueles sem qualificação.”
Wilma Dal Col, diretora do ManpowerGroup, orienta que os jovens universitários devem aproveitar as experiências acadêmicas para mostrar suas competências. “É um exercício trabalhoso, mas ao mesmo tempo simples: os jovens devem pensar em três situações bem-sucedidas, avaliar como aquele trabalho ou projeto foi realizado, quais lições tirou dali”, diz.
Esse processo também ajuda o recém-formado a descobrir suas habilidades e confere mais segurança para uma entrevista. “Não adianta sair cadastrando o currículo em todos os lugares, é preciso se planejar, elencar as competências, avaliar as áreas com mais oportunidades e quais empresas se adequam melhor ao perfil, desta forma, o jovem irá mais seguro para uma entrevista.”
Outra dica valiosa para os universitários e recém-formados que buscam emprego é o bom e velho network. Frequentar fóruns, conhecer pessoas da área, estabelecer um relacionamento próximo, não apenas nas redes sociais.
“Importante destacar que as empresas buscam profissionais que saibam se relacionar e que sejam flexíveis”, conclui.
Fonte: R7.com