Apple anuncia investimento equivalente ao PIB do Brasil

SÃO PAULO - As ações da Apple encerraram o pregão de quarta-feira (17) em alta de 1,65%, atingindo o valor recorde de US$ 179,10 após a empresa anunciar investimentos bilionários na economia norte-americana. Com a valorização dos ativos, a gigante de tecnologia passou a ter valor de mercado de US$ 911,1 bilhões.



A Apple anunciou que contribuirá com US$ 350 bilhões para a economia dos Estados Unidos nos próximos cinco anos, o equivalente a mais de R$ 1,1 trilhão. Para se ter ideia da importância desse valor, no ano passado o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro alcançou R$ 1,6 trilhão.

Os cálculos levam em consideração os investimentos previstos em força de trabalho, fornecedores e fabricantes e aplicativos para a Apple Store e não incluem os impostos gerados pelos salários pagos aos funcionários e pelas vendas de produtos.

Parte da contribuição prevista, US$ 75 bilhões, virá do pagamento recorde de impostos com a repatriação de lucros no exterior. A empresa, que já é a maior contribuinte do governo, com antecipará cerca de US$ 38 bilhões em impostos - em linha com as novas normas de taxação. Se confirmado, esse deve ser o maior pagamento de impostos já feito.

Atualmente, a gigante de tecnologia já é responsável por mais de 2 milhões de empregos nos Estados Unidos, sendo 84 mil diretos, e espera gerar 20 mil novas vagas como resultado das iniciativas anunciadas.


A empresa contou ainda que planeja abrir um novo campus que, inicialmente, servirá para dar suporte técnico aos consumidores. O local deve ser anunciado em até um ano e será alimentado por energia limpa, assim como as demais instalações norte-americanas. Mais de US$ 10 bilhões devem ser investidos em data centers em todo os Estados Unidos e US$ 30 bilhões em despesas de capital.

Seu Fundo Avançado de Manufatura, que recebeu US$ 1 bilhão, aumentará seu colchão para US$ 5 bilhões, informa o comunicado.

Fonte: Infomoney

Rede de ensino Cultura Inglesa investirá R$ 50 milhões até 2019

Para se adequar aos novos tempos, tradicional rede de ensino de inglês adota sistema inédito de aulas e aposta em ferramentas tecnológicas e novos ambientes para atrair mais alunos

São Paulo – A Cultura Inglesa, uma das mais tradicionais escolas de inglês do país, está prestes a passar por uma das maiores transformações de sua história. A ideia é fazer da empresa não apenas uma escola de idiomas, mas um centro de formação de cidadãos globais. Com as novas abordagens de ensino, a escola quer atrair especialmente os jovens que têm afinidade natural com as ferramentas trazidas pela tecnologia. As mudanças começaram em 2016, quando a rede foi adquirida pelo Gera Venture, fundo de investimentos focado em educação que tem o empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann como investidor.


Com R$ 50 milhões para desembolsar nos próximos três anos, a Cultura Inglesa começa 2018 acelerando a criação de ambientes construídos para ensinar a língua inglesa a partir do uso radical da tecnologia. Batizado de Cultura Spot, o projeto responde a uma necessidade de integração entre a área acadêmica (os professores e colaboradores) e a renovação e atualização dos recursos e equipamentos pedagógicos existentes. “Estamos empenhados em formar cada vez mais cidadãos confiantes e fluentes no inglês. Nosso foco hoje é proporcionar todas as ferramentas para que o ensino seja mais sólido e engajante”, diz Marina Fontoura, CEO da Cultura Inglesa.

Os recursos serão direcionados para as áreas de tecnologia (30%), conteúdo acadêmico (30%) e em melhorias, ampliação e adaptações da infraestrutura das 80 unidades espalhadas nos estados do Rio Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Goiás, além de Brasília, no Distrito Federal. No total, a escola atende mais de 60 mil alunos.

A passagem para o novo modelo, salienta a CEO da Cultura Inglesa, não afeta o conteúdo tradicional do inglês que é repassado aos alunos em todas as unidades da escola. O que muda é a forma, com turmas participando de todo o circuito. A escola de Brasília, inaugurada em outubro do ano passado e cujo modelo já está sendo replicado aos poucos nas outras unidades, conta com área de mil metros quadrados e 19 salas, sendo cinco delas com características especiais que reforçam o novo modelo de ensino.

Uma das inovações propostas pela Cultura Inglesa nasceu de uma parceria com o Google for Education. Todo o conteúdo inserido na plataforma pode ser acessado a qualquer momento, do local onde o aluno ou o professor estiver, a partir de qualquer dispositivo, uma vez que 100% do material didático — livros, trabalhos, documentos, e-mails, agendas e tarefas — fica salvo automaticamente em nuvem.

A plataforma também possibilita alterações e edições em tempo real, propiciando a realização de tarefas e afazeres de modo compartilhado. Um de seus diferenciais é o contato imediato on-line entre as partes para o esclarecimento de dúvidas e fóruns de discussões. “Os alunos interagem com pessoas de diferentes partes do mundo e navegam em tours virtuais que extrapolam os limites do espaço físico”, diz a CEO Marina Fontoura.

fonte: Correio Braziliense